O mito de que utilizamos somente 10% do nosso cérebro remonta pelo menos ao início do século XXEmbora a ideia já tenha sido atribuída a Einstein, também há quem diga que tudo começou em 1907, com a publicação de um artigo na prestigiada revista Science.

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Hoje sabe-se que não é verdade. Como explicam a Medical News Today e a Scientific American, as pesquisas científicas recentestêm demonstrando que, ao longo do dia, usamos praticamente todas as zonas do cérebro, seja a trabalhar, a caminhar ou a interagir com outros. E mesmo quando estamos a dormir, áreas como o córtex frontal ou aquela que proporciona sensações como o tacto ou a dor permanecem activas.

Ao Polígrafo, o professor António Vaz Carneiro, director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, afirma: “Trata-se, obviamente, de um mitoque tem sido aproveitado vezes sem conta por gurus, mágicos, curadores e pessoal da ‘motivação individual’ para ganhar muito dinheiro”.

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Há quem garanta que Einstein teria sido o autor da tese segundo a qual só utilizamos 10% da nossa capacidade cerebral créditos: Pixabay

E acrescenta: “Se de facto só utilizássemos durante a nossa vida quotidiana apenas um décimo do nosso cérebro, e esta área chegasse para funcionarmos normalmente (raciocínio, emoções, imaginação, sonhos, etc.), então isso quereria dizer que todas as funções cerebrais estariam localizadas de tal maneira que poderíamos destruir o resto, que nada aconteceria! Ora toda a gente sabe os efeitos devastadores que por exemplo um acidente vascular cerebral pode ter sobre um doente, mesmo quando atinge uma parte relativamente circunscrita do cérebro. Se assim não fosse, esta localização cerebral de funções seria facilmente compensada pela tal parte adormecida e a vida continuava como se nada tivesse acontecido

Avaliação do Polígrafo: Falso

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