Protagonizado por Jack Nicholson e Shelley Duvall, "Shining" é um clássico do cinema de terror e tornou-se um filme de culto. A história foi escrita em 1977 por Stephen King, mas a adaptação de Stanley Kubrick para o filme de 1980 nunca foi do agrado do autor.

A história parece simples de início, mas tanto o livro como o filme têm múltiplas camadas e, ao longo dos anos, foram surgindo estórias, teorias, coincidências e detalhes. Há, inclusive, documentários sobre o filme como o "Room 237", que explora várias interpretações da obra.

Um dos detalhes encontrados por fãs e sites é o facto de o número 42 aparecer diversas vezes durante o filme. Fomos verificar.

Depois dos créditos iniciais, em que o telespectador é convidado a uma viagem pelas montanhas, chegamos finalmente ao "The Overlook Hotel". No parque de estacionamento há exatamente 42 viaturas (não contámos o camião estacionado noutra parte do hotel).

Noutra cena do filme, encontramos Danny, de cinco anos, a falar na casa de banho com o seu amigo imaginário. Em frente a um espelho, podemos observar que a criança tem uma camisola vestida que tem o número 42 na manga.

O número 42 volta a aparecer mais tarde numa referência menos direta e mais cinéfila. Danny está a ver televisão e a mãe está deitada no sofá. No ecrã passa o filme de Robert Mulligan, "Verão 42", rodado em 1971.

Há ainda o famoso quarto número 237 que no livro era 217. Fãs repararam que ao multiplicar os números escolhidos por Kubrick - 2x3x7 - o resultado dá 42. E, na famosa cena em que Wendy se defende de Jack com um bastão de basebol, são 41 as vezes que abana o dito bastão até acertar na... 42ª vez.

Não é conhecido o verdadeiro motivo para o número 42 ser tantas vezes referenciado no filme, se foi coincidência ou não.

Um blogue criado por fãs do realizador acredita que Kubrick repetia esse número, além de outros, depois de estudar o que Sigmund Freud defendia sobre o efeito perturbador que os números repetidos podem provocar. Já Geoffrey Cocks, um antigo historiador, refere no documentário "Room 237" que acredita numa relação entre o número 42 e o Holocausto.

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