"O coronavírus é maior do que o normal; o diâmetro da célula é de 400 a 500 microns e, por esse motivo, qualquer máscara impede a sua entrada no organismo", começa por se salientar no "comunicado da UNICEF". O Polígrafo confirmou junto da Direção-Geral da Saúde (DGS) que esta alegação é completamente falsa.

"O vírus não se propaga no ar", garante-se logo a seguir. De acordo com a DGS, porém, o vírus propaga-se através de gotículas ou secreções emitidas por pessoas doentes quando se espirra ou tosse, ou por contacto direto com secreções contaminadas (boca, nariz e olhos).

"O coronavírus, quando cai sobre uma superfície de metal, permanece vivo durante 12 horas; lavar as mãos com água e sabão é suficiente para o destruir", acrescenta-se. Neste ponto, a DGS esclarece que o coronavírus sobrevive nas superfícies, dentro de gotículas, durante dias. A limpeza de superfícies com água e detergente, seguida de desinfeção, elimina o vírus. Nas mãos basta lavá-las com água e sabão ou, em alternativa, quando não for possível lavar as mãos, com solução de base alcoólica a 70 graus.

"O coronavírus, quando cai sobre um tecido, permanece vivo durante nove horas; portanto, lavar a roupa ou colocá-la ao Sol durante duas horas será suficiente para o eliminar", assegura-se depois na publicação. Ao que a DGS responde que é falso. A roupa, toalhas, lençóis contaminados por secreções de doentes com Covid-19, termorresistentes, devem ser lavados com detergentes a altas temperaturas (70-90ºC), enquanto os tecidos termolábeis (que se destroem a determinadas temperaturas) devem ser lavados com desinfetantes.

"O vírus só vive nas mãos durante 10 minutos; assim, usar um desinfectante em gel também o eliminará", prossegue-se no falso comunicado. E trata-se de mais uma alegação falsa, alerta a DGS, recomendando lavar as mãos com água e sabão, esfregando-as pelos menos durante 20 segundos ou desinfectando-as com solução de base alcoólica a 70 graus.

Entretanto, a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) já publicou um desmentido da publicação em causa. "Nos últimos dias circulou online uma alegada mensagem da UNICEF com dicas de prevenção contra o coronavírus. Essa mensagem é falsa e não reflecte, de forma alguma, a posição oficial da UNICEF sobre este tema tão importante", destaca-se no (verdadeiro) comunicado da UNICEF.

"O vírus exposto a uma temperatura de 26ºC a 27ºC morre", sublinha-se na publicação. Trata-se de um vírus novo, o SARS-CoV-2, ainda em estudo, ressalva a DGS. Habitualmente, os vírus respiratórios sazonais (típico do Outono/Inverno) não sobrevivem a temperaturas do ar típicas do Verão. Ainda é prematura esta afirmação.

"A água que esteja exposta ao Sol poderá ser consumida sem qualquer perigo", indica-se a seguir. Ao que a DGS responde que é falso. Só pode ser consumida água potável. A exposição solar não é um meio de desinfecção da água.

"Evitar comer gelados ou pratos frios; os alimentos quentes são mais seguros, visto que o calor elimina o vírus", recomenda-se. É falso, não tem qualquer relação. Tal como "gargarejar com água morna ou salgada mata os vírus que se alojem nas amígdalas e evita que passem para os pulmões", uma vez que, segundo a DGS, a infedção pulmonar ocorre após inalação de gotículas contendo o vírus.

"Estas medidas são suficientes para evitar a ocorrência e propagação do vírus em qualquer parte do mundo", conclui-se. Falso, sinaliza a DGS, aconselhando a seguir as recomendações oficiais divulgadas através do seu portal.

Entretanto, a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) já publicou um desmentido da publicação em causa que se espalhou nas redes sociais e através de correio eletrónico.

"Nos últimos dias circulou online uma alegada mensagem da UNICEF com dicas de prevenção contra o coronavírus. Essa mensagem é falsa e não reflecte, de forma alguma, a posição oficial da UNICEF sobre este tema tão importante", destaca-se no (verdadeiro) comunicado da UNICEF, publicado nas redes sociais.

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Nota editorial 1: este texto foi produzido pela redação do Polígrafo e cientificamente validado pela Direção-Geral da Saúde, no âmbito de uma parceria estabelecida entre as duas entidades a propósito de um tema que se reveste de um inquestionável interesse público.

Nota editorial 2: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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