"Endividamento da economia interrompe queda e agrava-se para 356,8% do PIB", destaca-se no título de uma nova publicação na página "Direita Política". No respetivo texto indica-se que "o endividamento do setor não financeiro (Estado, empresas públicas e privadas e famílias) aumentou em março para 724,4 mil milhões de euros. O peso do endividamento da economia no PIB também subiu, situando-se no primeiro trimestre em 356,8%".

Vários leitores do Polígrafo solicitaram uma verificação de factos.

A informação em causa é plagiada a partir de um artigo do "Jornal de Negócios", com o mesmo título e publicado no mesmo dia 22 de março de 2019. "O endividamento do setor não financeiro aumentou em valor, para 724,4 mil milhões de euros, sendo que o peso no PIB também se agravou, revelam os dados do Banco de Portugal. O endividamento do setor não financeiro (Estado, empresas públicas e privadas e famílias) aumentou em março para 724,4 mil milhões de euros. O peso do endividamento da economia no PIB também subiu, situando-se no primeiro trimestre em 356,8%", lê-se no artigo.

Estes dados podem ser conferidos na "Nota de Informação Estatística - Endividamento do setor não financeiro (março de 2019)", divulgada pelo Banco de Portugal também no mesmo dia.

"Em março de 2019, o endividamento do setor não financeiro situava-se em 724,4 mil milhões de euros, dos quais 323,3 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 401,1 mil milhões de euros ao setor privado. Relativamente a fevereiro de 2019, o endividamento do setor não financeiro aumentou 1,4 mil milhões de euros. Este aumento foi distribuído em incrementos de 0,9 e de 0,5 mil milhões de euros nos endividamentos do setor público e do setor privado, respetivamente (Gráfico 1)", informou o Banco de Portugal.

Mais, "a subida do endividamento do setor público refletiu-se, sobretudo, no aumento do endividamento face ao setor não residente em 1,4 mil milhões de euros, parcialmente compensado pela diminuição do financiamento concedido pelo setor financeiro e pelas próprias administrações públicas (Gráfico 2). No setor privado, observou-se um acréscimo do endividamento das empresas privadas em 0,6 mil milhões de euros, essencialmente junto do exterior. O endividamento dos particulares diminuiu 0,1 mil milhões de euros".

Avaliação do Polígrafo:

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