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O coronavírus “pode sobreviver em máscaras até sete dias” após contaminação?

Coronavírus
Este artigo tem mais de um ano
O que está em causa?
De acordo com uma publicação que está a propagar-se nas redes sociais, um estudo recente indica que o novo coronavírus SARS-CoV-2 permanece ativo em máscaras cirúrgicas até sete dias após a respetiva contaminação. Verdadeiro ou falso?
“Coronavírus ‘pode sobreviver em máscaras até sete dias‘, alerta novo estudo“. Este é o título da publicação em causa, denunciada por vários utilizadores do Facebook como sendo falsa ou enganadora.
“Muitos indivíduos estão atualmente a usar máscaras na tentativa de prevenir serem infetados pelo novo coronavírus que causa a doença Covid-19. Todavia, um novo estudo revela que esses objetos de proteção podem afinal servir de habitat para o SARS-CoV-2 durante cerca de uma semana“, salienta-se no texto da publicação.

“Publicada no periódico científico The Lancet, os investigadores notaram que, de forma impressionante, o vírus permanecia ativo no exterior das máscaras cirúrgicas mesmo após sete dias de terem sido inicialmente contaminadas”, conclui-se.

Verdadeiro ou falso?

estudo – intitulado como “A estabilidade do SARS-CoV-2 em diferentes condições ambientais” – foi publicado na The Lancet, uma conceituada revista científica britânica, no dia 2 de abril de 2020.

Na descrição do estudo indica-se que o coronavírus foi colocado num espaço a 22°C com 65% de humidade relativa. Três horas depois tinha desaparecido de papel de impressão e de lenços de papel. No caso da madeira e do pano, demorou dois dias. Em aço inoxidável, plástico e máscaras cirúrgicas o período já foi de sete dias.

Questionado pelo Polígrafo, o pneumologista Filipe Froes confirma que “o estudo demonstra que em condições ótimas de sobrevivência, o vírus pode permanecer na parte exterior da máscara até sete dias”. Não obstante, ressalva que não é algo alarmante, na medida em que “o período de utilização habitual da máscara cirúrgica é de quatro a seis horas e, ao fim desse tempo, deve ser descartada“.

O pneumologista Filipe Froes confirma que “o estudo demonstra que em condições ótimas de sobrevivência, o vírus pode permanecer na parte exterior da máscara até sete dias”. Não obstante, ressalva que não é algo alarmante, na medida em que “o período de utilização habitual da máscara cirúrgica é de 4 a 6 horas e ao fim desse tempo deve ser descartada”.

“No fundo, o estudo vem reforçar a não utilização da máscara de forma consecutiva e o cuidado que se deve ter na sua manipulação”, explica Froes. Em relação às máscaras de pano (ou comunitárias), o pneumologista indica que “devem ser lavadas a temperaturas superiores a 60°C para serem reutilizadas“.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Verdadeiro” ou “Maioritariamente Verdadeiro” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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