A publicação exibe um vídeo de um programa da CMTV, em setembro de 2015, com Nuno Graciano ladeado pela psicóloga Joana Amaral Dias e pela taróloga Maya. O apresentador, agora candidato do partido Chega à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, diz que tomou a decisão de disponibilizar uma casa que tem "a mais", em Góis, para acolher uma família de refugiados.

O anúncio foi depois replicado na sua página oficial no Facebook e originou mesmo algumas notícias na altura.

"Nuno Graciano revelou que irá ceder a sua casa de família, situada em Góis, a uma das famílias de refugiados que estão a caminho de Portugal. O apresentador da CMTV fez o anúncio esta quinta-feira, 3 de setembro [de 2015], na sua página oficial de Facebook: 'Após falar com a minha mãe, o meu irmão Francisco Navarro, a minha irmã Teresa Graciano. Decidimos. A nossa casa em Góis será cedida a uma família de migrantes'", destacou o "Jornal de Notícias".

Mais, "o apresentador justificou esta decisão, dizendo: 'Sou pai, sou chefe de família e não sou capaz de ficar de braços cruzados a ver tudo o que está a passar… Faz-me lembrar Auschwitz, é rídiculo!'. Em declarações à nossa publicação, Nuno Graciano afirmou que dentro das 'várias contribuições para a sociedade' que costuma fazer, decidiu 'tornar esta atitude pública para alertar as consciências e sensibilizar os portugueses a ajudar estas famílias que estão a fugir da morte'. O apresentador acrescentou que a crise que afeta Portugal 'não é comparável à deles e todos os seres humanos têm o dever de ajudar'. Na próxima segunda-feira Nuno Graciano irá reunir-se com Teresa Tito Morais, presidente da direção do Conselho Português Para os Refugiados, de modo a pôr em prática a cedência da sua casa a uma das famílias que deverão chegar a Portugal em meados de outubro [de 2015]".

No "Programa Político 2019" do partido Chega, pelo qual Nuno Graciano concorre agora à autarquia de Lisboa, encontramos três medidas especificamente direcionadas a refugiados e que passamos a transcrever:

- "Entendemos que não deverá ser obrigação do Estado providenciar habitação social a cidadãos estrangeiros - imigrantes, migrantes ou refugiados - residentes em território nacional com base em medidas de discriminação positiva conforme indica a mesma Lei".

- "Abolir as autorizações de residência para a chamada 'protecção humanitária', como meio de segurança nacional disponível para aqueles que não são elegíveis para o 'Estatuto de refugiado'".

- "Os refugiados não poderão obter nacionalidade portuguesa nem residência, mas sim uma autorização em forma de título precário de refugiado, enquanto o seu país de origem se mantiver em situação guerra".

__________________________________________

Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “verdadeiro” ou “maioritariamente verdadeiro” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

Siga-nos na sua rede favorita.
Verdadeiro
International Fact-Checking Network