De facto, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego em novembro aumentou 30,2% em termos homólogos (i.e., em comparação com novembro de 2019), embora tenha diminuído 1,3% face a outubro, segundo dados divulgados pelo IEFP no dia 17 de dezembro.

Os dados estão inscritos no boletim de Informação Mensal do Mercado de Emprego do IEFP, referente a novembro de 2020, confirmando-se assim a veracidade da publicação sob análise.

"No fim do mês de novembro de 2020, estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 398.287 indivíduos desempregados, número que representa 69,6% de um total de 571.866 pedidos de emprego. O total de desempregados registados no país foi superior ao verificado no mesmo mês de 2019 (+92.326; +30,2%) e inferior face ao mês anterior (-5.267; -1,3%)", informa-se no documento.

"Para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2019, variação absoluta, contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário", acrescenta-se.

Em novembro, o desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com excepção para os Açores, onde caiu 0,5%. Dos aumentos homólogos, o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (com mais 67,6%), ou seja, mais do dobro da média nacional.

No que respeita à atividade económica de origem do desemprego, dos 339.138 desempregados que no final de novembro estavam inscritos como candidatos a novo emprego, 72,6% tinham trabalhado em atividades do setor dos serviços, com destaque para as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (28,3%), enquanto 20,5% eram provenientes do setor secundário, com particular relevo para a construção (6,2%) e ao setor agrícola pertenciam 4,1% dos desempregados.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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