As acusações começaram no Twitter e rapidamente se disseminaram para o Facebook: alegadamente, Miguel Costa Gomes, o recém-eleito presidente da concelhia socialista de Barcelos, estaria preso em casa, com pulseira eletrónica. Facto que, no entender da esmagadora maioria dos que partilharam - e comentaram - o texto, traduziria a suposta falta de pudor do Partido Socialista.

Confirma-se então que, à data da sua eleição, o presidente da concelhia do PS Barcelos se encontra a cumprir prisão domiciliária?

A resposta é negativa.

Como noticiou o jornal "Expresso", durante um dos seus mandatos como presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes foi, em junho de 2019, detido pela Polícia Judiciária no âmbito da Operação Teia, indiciado pelos crimes de corrupção passiva e prevaricação. Acabou por ficar em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica. O autarca é suspeito de ter beneficiado as empresas de comunicação da mulher do ex-presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, em troca de favores políticos, entre eles o apoio a uma potencial candidatura à presidência da Federação de Braga do Partido Socialista.

Como noticiou o jornal "Expresso", durante um dos seus mandatos como presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes foi, em junho de 2019, detido pela Polícia Judiciária no âmbito da Operação Teia, indiciado pelos crimes de corrupção passiva e prevaricação.

Entretanto, a medida inicial de coação foi revista em outubro: Miguel Costa Gomes ficou em liberdade, embora esteja proibido de contactar funcionários municipais. Esta proibição não engloba, no entanto, vereadores da Câmara Municipal, deputados da Assembleia Municipal, membros do Gabinete de Apoio Pessoal, presidentes das Juntas de Freguesia e membros e dirigentes das empresas locais.

O autarca é suspeito de ter beneficiado as empresas de comunicação da mulher do ex-presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, em troca de favores políticos, entre eles o apoio a uma potencial candidatura à presidência da Federação de Braga do Partido Socialista.

As eleições para a presidência da concelhia do PS em Barcelos ocorreu entre o final do mês de janeiro e o início do mês de fevereiro deste ano. Miguel Costa Gomes concorreu contra Armindo Vilas-Boas e venceu por 870 votos contra os 475 . À data da eleição, o socialista já não se encontrava em prisão domiciliária há quatro meses.

A Operação "Teia", que se centra nas autarquias de Santo Tirso e Barcelos e no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, investiga suspeitas de corrupção, tráfico de influências e participação económica em negócio, no âmbito da viciação fraudulenta de concursos públicos de ajuste direto.

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