"Um secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna; uma secretária de Estado da Administração Interna; um secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local; um secretário de Estado do Ordenamento do Território; um secretário de Estado do Planeamento; um secretário de Estado das Infraestruturas; um secretário de Estado da Mobilidade; um secretário de Estado do Desenvolvimento Regional; uma secretária de Estado da Valorização do Interior; um secretário de Estado do Desenvolvimento Rural", enumera a publicação em causa, denunciado que o novo Governo terá um ministério com 10 secretários de Estado.

Confirma-se?

Não. O facto é que as 10 secretarias de Estado evocadas na publicação não serão integradas no mesmo ministério. De acordo com a proposta apresentada ontem pelo primeiro-ministro indigitado, António Costa, ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, essas 10 secretarias de Estado (de um total de 50) serão distribuídas por vários ministérios.

A saber: secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís (Ministério da Administração Interna); secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar (Ministério da Administração Interna); secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local, Jorge Botelho (Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública); secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Catarino (Ministério do Ambiente e da Ação Climática); secretário de Estado do Planeamento, José Gomes Mendes (Ministério do Planeamento); secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado (Ministério das Infraestruturas e da Habitação); secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro (Ministério do Ambiente e da Ação Climática); secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Carlos Soares Miguel (Ministério da Coesão Territorial); secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira (Ministério da Coesão Territorial); secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Nuno Russo (Ministério da Agricultura).

Em suma, a publicação em análise difunde uma falsidade. O novo Governo não terá um ministério com as referidas 10 secretarias de Estado que, na realidade, serão integradas em sete ministérios distintos. O número de secretários de Estado por cada ministério varia entre o mínimo de um e o máximo de quatro.

Depois da lista de 19 ministros (ou 20, abrangendo o primeiro-ministro), entre os quais 11 homens (ou 12)  e oito mulheres, o primeiro-ministro indigitado, António Costa, entregou ontem ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a lista de 50 secretários de Estado, entre os quais 32 homens e 18 mulheres. As listas propostas foram aceites por Rebelo de Sousa e divulgadas na respetiva página institucional. Será o maior Governo em número de ministros e secretários de Estado desde 1976.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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Falso: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

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