"A pessoa certa no lugar certo. Um coronel veterinário a comandar a vacinação do rebanho. As ovelhinhas agradecem. (…) Coronel Carlos Penha Gonçalves, veterinário de 60 anos, representa agora as Forças Armadas na estratégia de combate à Covid-19", lê-se numa das publicações detectadas pelo Polígrafo.

É verdade que o coronel Carlos Penha Gonçalves é licenciado em Medicina Veterinária (Universidade Técnica de Lisboa, 1984), mas a sua formação académica é bastante mais ampla. Também concluiu um Mestrado em Biologia Molecular (Universidade Nova de Lisboa, 1992) e um Doutoramento em Imunologia (Umeå University, Suécia, 1999), além de uma Agregação em Ciências Biológicas (Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, 2007).

No currículo profissional de Penha Gonçalves destacam-se também várias funções e atividades de investigação, a saber: investigador convidado no Cambridge Institute for Medical Research, University of Cambridge, Reino Unido (2000-2002); investigador no Instituto Gulbenkian de Ciência, Lisboa (desde 2002); chefe dos Laboratórios de Bromatologia e Defesa Biológica do Exército (desde 2006).

De resto, Penha Gonçalves já integrava a task force do Plano de Vacinação contra a Covid-19 sob a liderança do vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, dirigindo então o Núcleo de Normas e Simplificação.

Após a extinção da task force e o retorno de Gouveia e Melo às funções de adjunto para o Planeamento do EMGFA, Penha Gonçalves assumiu a liderança de um novo Núcleo de Coordenação - dispondo de uma equipa de sete elementos dos três ramos das Forças Armadas que também já exerciam funções na task force -, em articulação com a Direção-Geral da Saúde, o Infarmed, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH).

Sim, é licenciado em Medicina Veterinária, mas resumir a sua formação académica e experiência profissional a esse único elemento do respetivo currículo resulta em falta de contexto passível de servir como forma de desinformação.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Falta de contexto: conteúdos que podem ser enganadores sem contexto adicional.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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