O período oficial de campanha para a eleição presidencial do Brasil arrancou no dia 16 de agosto e a guerra de desinformação nas redes sociais parece ter-se intensificado, desde logo com uma sondagem falsa (ou adulterada) que foi difundida através de um vídeo deepfake.

Um primeiro alerta surgiu no portal UOL, pela colunista Cristina Tardáguila, logo no dia 18 de agosto, mas o vídeo foi visto e partilhado por milhares de pessoas em diversas redes sociais - WhatsApp, Twitter, Facebook, TikTok, YouTube, etc. - e ainda continua disponível em algumas páginas.

Trata-se de uma montagem com a voz da jornalista brasileira Renata Vasconcellos a apresentar os resultados de uma sondagem que coloca Jair Bolsonaro, atual Presidente do Brasil e recandidato ao cargo, na liderança com 44% das intenções de voto, seguindo-se Lula da Silva com apenas 32%.

As imagens foram replicadas a partir da emissão do "Jornal Nacional" da TV Globo no dia 15 de agosto. Mais especificamente a apresentação de uma sondagem de intenções de voto na eleição presidencial (agendada para 2 de outubro) do Brasil, realizada pelo instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) a pedido da TV Globo.

No vídeo original (pode consultar aqui) verifica-se que, na realidade, é Lula da Silva quem lidera as intenções de voto, com 44%, ao passo que Bolsonaro não vai além de 32%. Ou seja, os resultados foram invertidos no vídeo deepfake em que se reordena e adultera as frases proferidas pela jornalista.

"Procurada na tarde de ontem [dia 17 de agosto] para comentar o episódio, a TV Globo confirmou que o vídeo de Renata não é original e informou que o Ipec, instituto que faz pesquisas eleitorais e é citado na deepfake, está denunciando o material no Sistema de Alerta de Desinformação Contra as Eleições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Ministério Público Eleitoral (MPE). Até o fechamento desta coluna, a empresa não havia esclarecido se tem ou não um sistema de monitoramento de materiais deste tipo", escreveu Tardáguila.

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