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Notícia sobre “bombista na sede do Chega” ser “ex-militante do partido que reivindica dívida não paga” é real?

Política
O que está em causa?
Um homem foi detido hoje na sede do Chega, em Lisboa, depois de dizer que tinha uma bomba na sua posse e manifestado a intenção de matar o presidente do partido, André Ventura (que se encontra no Funchal). No X começou a circular uma suposta notícia que revela que o "bombista" é um "ex-militante do partido que reivindica dívida não paga". Essa notícia é verdadeira?
© Agência Lusa / Manuel de Almeida

Depois de esta manhã um homem ter sido intercetado pela PSP após se ter deslocado à sede do Chega, em Lisboa, munido de uma mochila alegadamente carregada com um engenho explosivo, e ameaçando quem por ele passasse com a intenção expressa de matar André Ventura – que se encontrava no Funchal, Madeira -, o X rapidamente se encheu de teorias.

Um dos tweets mais recentes, publicado às 14h20, exibe uma imagem de uma suposta notícia com o seguinte título em destaque: “Alegado bombista na sede do Chega é ex-militante do partido que reivindica dívida não paga.”

Além do título lê-se que “segundo testemunhas, o suspeito, visivelmente alterado, entrou na sede do Chega” com uma mochila” e, proferindo várias ameaças, disse que “havia prestado serviços de consultoria política ao partido durante a última campanha eleitoral e que não havia sido remunerado pelo trabalho”.

A acompanhar esta imagem de uma suposta notícia, indica-se no tweet que “a sorte do Chega é que ele não teve liquidez suficiente para comprar as barras de dinamite”.

A notícia é real?

Não há registo de qualquer notícia com este conteúdo e origem num órgão de comunicação social credível.

A informação conhecida até às 16h00 de hoje, 23 de maio, é de que o homem em causa apresentou um comportamento e discurso incoerentes, ameaçando detonar uma bomba caso as suas exigências não fossem cumpridas, nomeadamente chegar a André Ventura.

Este foi interceptado pela PSP e o edifício evacuado de forma preventiva, tendo sido criado um perímetro de segurança, mas não foram encontrados quaisquer engenhos explosivos.

Em declarações à Agência Lusa, o subintendente Sérgio Soares indicou que “pode haver uma questão do foro psicológico” podendo assim levar a um “internamento compulsivo [numa unidade hospitalar] e não a uma detenção”.

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