"'Todas as pessoas vacinadas morrerão dentro de dois anos'". Prémio Nobel Luc Montagnier. Na entrevista chocante, o maior virologista do mundo afirmou sem rodeios: 'Não há esperança e nenhum tratamento possível para aqueles que já foram vacinados. Devemos estar preparados para cremar os corpos'. O génio científico apoiou as afirmações de outros virologistas eminentes após estudar os ingredientes da vacina. 'Todos eles morrerão devido à intensificação dependente de anti-corpos. Isto é tudo o que pode ser dito", lê-se na publicação em causa, partilhada nas redes sociais em várias línguas, desde logo a portuguesa.

Começando pelo currículo de Luc Montagnier, trata-se de um médico e virologista de nacionalidade francesa. É verdade que, em 2008, juntamente com Françoise Barré-Sinoussi, foi distinguido com o Prémio Nobel da Medicina, pela descoberta do retrovírus da síndrome da imunodeficiência adquirida (VIH).

Em entrevista publicada na página "RAIR Foundation USA", a 18 de maio de 2021, Montagnier avisou que a vacinação em massa poderia gerar mais variantes e agravar a pandemia de Covid-19.

O virologista francês referiu-se ao programa de vacinação como "um erro inaceitável", alegando que os anti-corpos criados pelas vacinas forçariam o vírus a "encontrar outra solução". Contudo, em nenhum momento da entrevista afirmou que os vacinados morreriam nos próximos dois anos.

A "RAIR Foundation USA", auto-descrita como "uma plataforma de media que amplifica as vozes da maioria silenciosa, enquanto informa os cidadãos sobre os ataques diários à liberdade", entretanto já publicou uma nota a desmentir as publicações que deturpam o conteúdo da entrevista original de Montagnier.

"Não é claro se o boato foi iniciado como uma tentativa cínica de desacreditar o professor Montagnier ou se foi feito para enfatizar o perigo da vacina. De qualquer forma, o Prémio Nobel não disse tal coisa", esclareceu.

Por outro lado, a "dependência de anti-corpos", indicada por Montagnier, não é factualmente precisa. A potencialização dependente de anticorpos (ou antibody dependent enhancement) foi inicialmente contemplada pelos cientistas que desenvolveram as vacinas para o novo coronavírus. Contudo, não houve quaisquer casos reportados durante os ensaios clínicos.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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