Terminada a sexta edição da Web Summit em Portugal, na cidade de Lisboa, questiona-se sobre o impacto da conferência de tecnologia ao nível empresarial, desde logo na criação de empresas startup portuguesas capazes de atingir o nível "unicórnio". Seis anos depois, em jeito de balanço, quantas foram criadas?

Para chegar ao estatuto de "unicórnio", sublinhe-se, a empresa tem de obter uma avaliação superior a mil milhões de dólares antes de abrir o capital em bolsa de valores. Há sete empresas-"unicórnio" com origem portuguesa, a saber: Farfetch, Talkdesk, Outsystems, Feedzai, Anchorage Digital, Sword Health e Remote.

A Farfetch, uma plataforma digital de comércio de moda de luxo sediada em Londres, Reino Unido, é a única startup de ADN português que se transformou em "unicórnio" antes do estabelecimento da Web Summit em Lisboa, mais precisamente no ano anterior, em 2015.

Seguiu-se a Outsystems, uma empresa especializada no desenvolvimento de plataformas low-code (aplicações em que é utilizado o mínimo de código possível), que ganhou o estatuto de "unicórnio" em 2018, já depois de a Web Summit ter chegado a Portugal.

No mesmo ano, a Talkdesk, uma plataforma através da qual as empresas podem personalizar o atendimento telefónico dos clientes, tornou-se a terceira startup de nível "unicórnio" com origem em Portugal.

O cenário mais próximo de um boom verificou-se em 2021. A Remote chegou a "unicórnio" em julho, a Sword Health em novembro e, por fim, a Anchorage Digital em dezembro.

Remote é uma plataforma de gestão de recursos humanos; a Sword Health criou uma solução digital para tratamento de patologias músculo-esqueléticas; e a Anchorage Digital pretende criar um mercado de criptomoedas "mais seguro e justo".

Em suma, desde que a Web Summit chegou a Lisboa, seis startups portuguesas atingiram o nível "unicórnio", juntando-se à Farfetch que já o tinha conseguido em 2015.

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Nota editorial: Este artigo foi corrigido no dia 10 de dezembro de 2022.

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