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Nas supertaças disputadas entre os “três grandes” costuma prevalecer o campeão nacional?

Polígrafo Futebol
O que está em causa?
Sporting e Benfica jogam hoje, no Estádio Algarve, a 47.ª Supertaça (20h45). Nas finais entre Benfica, FC Porto e Sporting quem ganha mais vezes: o vencedor do campeonato ou aquele que foi apurado via Taça de Portugal?

A realização de um jogo em que se defrontam o campeão nacional e o vencedor da Taça de Portugal da época anterior (ou o finalista vencido, caso tenha existido uma “dobradinha”) existe desde 1979 (com referência a 1978/79). Em 1981 (com referência à temporada 1980/81) a Federação Portuguesa de Futebol institucionalizou a prova no seu calendário futebolístico, com a designação Supertaça Cândido de Oliveira, homenageando o capitão da seleção, depois selecionador nacional e jornalista (1896-1958).

Nas 46 edições disputadas até 2025, todas tiveram, pelo menos, a presença de Benfica, FC Porto ou Sporting e 22 foram protagonizadas em jogos entre os chamados “três grandes”.

 

Quem prevaleceu nessas 22 finais, o campeão nacional ou o vencedor da Taça de Portugal/finalista vencido?

Logo na 1.ª edição (ainda informal) deste tipo de jogos, entre Sporting (campeão nacional) e Benfica (vencedor da Taça de Portugal), a vitória sorriu àquele que não era campeão nacional. As águias, treinadas pelo húngaro Lajos Baróti, empataram na 1.ª mão em Alvalade (2-2, depois de irem para o intervalo a ganhar por 2-0) e sentenciaram a competição na Luz, vencendo por 2-1 (depois do Sporting inaugurar o marcador aos 22 minutos). Apesar de, curiosamente, ter sido a única Supertaça que o Benfica ganhou ao Sporting com os leões na condição de campeão nacional, esta partida daria o mote para uma tendência nas finais de supertaças entre clubes grandes: por larga maioria, vence o clube que não foi o vencedor do campeonato na temporada anterior. São 14 vitórias para o finalista que chega por via da Taça de Portugal (63,6%) contra 8 do que garante a presença via campeonato (36,4).

Aliás, foi preciso esperar por 1986 para que, numa final entre “grandes”, vencesse o campeão nacional, então o FC Porto orientado por Artur Jorge (frente ao Benfica).

O Benfica é o clube que mais supertaças perdeu (oito) para os rivais: seis contra o FC Porto e duas com o Sporting. Os dragões já perderam quatro supertaças nessa condição (a já referida contra o Benfica e três para o Sporting) e os leões duas (a primeira e a última entre “grandes” até 2025, contra Benfica e FC Porto, respetivamente).

Benfica e Sporting apenas se defrontaram em quatro ocasiões para esta prova, com um jejum de 27 anos (de 1988 a 2015). Nestas, por três vezes ganhou quem não era campeão nacional (Benfica 1980; Sporting 1987 e Sporting 2015). Apenas em 2019, no desfecho mais desnivelado de sempre (5-0, para o Benfica de Bruno Lage), prevaleceu o vencedor do campeonato.

 

Supertaças disputadas entre os “três grandes”

Ano Jogo* Vencedor Balanço:

Campeão vs. Taça de Portugal

1980 SCP-SLB SLB 0/1
1981 SLB-FCP FCP 0/2
1983 SLB-FCP FCP 0/3
1984 SLB-FCP FCP 0/4
1985 FCP-SLB SLB 0/5
1986 FCP-SLB FCP 1/5
1987 SLB-SCP SCP 1/6
1991 SLB-FCP FCP 1/7
1993 FCP-SLB FCP 2/7
1994 SLB-FCP FCP 2/8
1995 FCP-SCP SCP 2/9
1996 FCP-SLB FCP 3/9
2000 SCP-FCP SCP 4/9
2004 FCP-SLB FCP 5/9
2007 FCP-SCP SCP 5/10
2008 FCP-SCP SCP 5/11
2010 SLB-FCP FCP 5/12
2015 SLB-SCP SCP 5/13
2019 SLB-SCP SLB 6/13
2020 FCP-SLB FCP 7/13
2023 SLB-FCP SLB 8/13
2024 SCP-FCP FCP 8/14

*Equipas dispostas por esta ordem: Campeão nacional – Taça de Portugal

 

É, pois, falso que seja o campeão nacional a vencer mais vezes as supertaças disputadas entre os “três grandes”. A estatística mostra precisamente o contrário: 14 derrotas e apenas 8 vitórias.

 

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Avaliação do Polígrafo:

 

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