O episódio remonta a 1993 e junta Layne Staley, que morreu em 2002 vítima de overdose, e um homem presente no público, que estaria a fazer saudações nazis durante o concerto da banda. A história é minuciosamente contada pela “Far Out Magazine”, que relatou o incidente num artigo de janeiro deste ano.

A multidão que assistia ao concerto era vasta, mas Layne Staley não deixou de reparar na atitude do fã. Até porque, relata Randy Biro - técnico que acompanhava a banda - o concerto foi interrompido por um indivíduo que “começou a fazer gestos obscenos e tentou ativamente agredir pessoas durante o mosh pit”. A revista escreve ainda que, depois de terminar uma interpretação da música “It Ain’t Like That”, Staley “viu o homem aos socos e a acotovelar as pessoas, tendo resolvido o problema com as próprias mãos.”

“Depois de falar ao microfone, o cantor declarou: ‘Nós amamos-vos, suecos’, frase que foi recebida com aplausos da multidão, enquanto Staley caminhava até à margem do palco. Com a ajuda dos seguranças, Staley conseguiu alcançar o homem na multidão, para espanto dos restantes membros da audiência. Depois de lhe desferir dois murros, Staley empurrou-o rapidamente para fora do palco e ele foi imediatamente deslocado”, destaca a revista.

O momento registado em vídeo - e publicado no YouTube com restrições de idade - tem quase 800 mil visualizações. No registo pode ver-se Layne Staley a ajudar o membro do público a subir ao palco, acabando por esmurrá-lo e por gritar “Die, fucking nazis”, enquanto a audiência reagia efusivamente, gritando e batendo palmas.

O golpe, desferido com a mão direita, deu origem a uma denúncia à polícia que, conta a “Far Out Magazine”, começou por tentar localizar o vocalista dos Alice In Chains. “Por essa altura, porém, ele e Biro já estavam a caminho da Finlândia. Ainda assim, as autoridades conseguiram encontrar o resto da banda que, por sua vez, viu os seus passaportes apreendidos até Layne Staley voltar”, lê-se no artigo.

A este episódio seguiu-se uma breve investigação, que incluiu, aliás, o depoimento do próprio irmão do nazi, que apoiou a banda. Layne Staley acabou por ser elogiado pela polícia sueca e foi libertado imediatamente, não tendo sofrido qualquer tipo de consequência.

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