“Layla” foi escrita por Eric Clapton com Pattie Boyd como musa inspiradora, ainda enquanto esta estava casada com o seu amigo George Harrison, dos Beatles. Nada que refreasse o ímpeto do jovem Clapton, já completamente enfeitiçado pelos encantos da jovem modelo. A revista “Rolling Stone” resume a história: “Em 1970 Boyd estava casada com Harrison mas acabou por envolver-se com Clapton depois de ouvir ‘Layla’”.

A "Rolling Stone" conversou com Pattie Boyd a propósito da sua autobiografia, “Wonderful Today”, editada em 2007, onde revela detalhes da sua relação com os dois compositores.

Numa longínqua noite, Eric Clapton convidou a mulher de George para ouvir "Layla" e esta ficaria definitivamente conquistada pela canção, que descreveu à “Rolling Stone” como a mais poderosa que jamais tinha ouvido.” Mais à frente, nessa mesma noite, ambos foram “apanhados” por Harrison no jardim da casa do manager dos Cream (banda de Clapton), Robert Stigwood. Harrison “perguntava insistentemente por mim e, quando estava prestes a ir-se embora, viu-me com o Eric. Questionou: ‘o que se está a passar?’” Perante a pergunta, Clapton responderia com a mais pura das verdades, para horror de Pattie Boyd: "Tenho que dizer-te que estou apaixonado pela tua mulher”, contou à “Rolling Stone”

Questionada sobre com que iria regressar a casa, Boyd escolheu o marido, com quem se casou aos 20 anos, depois de se terem conhecido durante a rodagem do filme “A Hard Day’s Night”, escreve o “El Mundo”. Boyd tinha apenas “Tinha 19 anos”, disse ao “The Guardian”, e, “passados dois anos, tínhamos uma casa simpática e estávamos a decorá-la juntos. Casar parecia ser um passo natural. O George foi a primeira pessoa por quem me apaixonei.”

Conta o “New Musical Express” que Boyd “casou com Harrison em 1966 [viveu o período louco da Bealtlemania, que confessou ser ‘absolutamente aterrador’] e divorciou-se em 1977. Mais tarde casou com Eric Clapton, em 1979, um casamento que durou até 1988.”

Comum a estes dois casamentos é a faceta de Boyd “como musa para ambos os músicos”, acrescenta o NME. E não foi apenas “Something”, canção dos Beatles composta por Harrison, ou “Layla”, de Clapton, que a modelo inspirou. O NME confirma que “Wonderful Tonight”, um dos maiores êxitos de Clapton, é baseada “nos momentos em que Boyd se veste e prepara para sair.”

Este romance é, igualmente, tema central da autobiografia de Eric Clapton, também de 2007, regista o “The New York Times”, que o considera “um dos enredos românticos mais míticos da história do rock ’n’ roll”.

Além de modelo, Boyd, hoje com 76 anos, é, também, fotógrafa. E os casamentos com dois dos monstros sagrados do rock permitiram-lhe captar momentos íntimos e únicos da vida de ambos. Em 2016 estas imagens únicas estiveram em exposição, em Liverpool, escreve a revista “Forbes”, que refere “uma rara coleção de fotografias”, incluindo “imagens inéditas e intimas dos Beatles e de Eric Clapton.”

Mas por que razão Boyd inspirou tantas canções? A própria explicou ao “The Guardian”: “Acho que fui uma inspiração romântica para o Eric e para o George porque dei tudo o que podia a ambos, em detrimento de mim própria. Estava sempre lá por eles. Penso que é isso que realmente define uma musa - viver a sua vida por alguém”.

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