A banda criada em 1974 em Nova Iorque por Deborah Harry e o guitarrista Chris Stein tinha, além do magnetismo da vocalista, outra característica distintiva: o ecletismo musical. Blondie é uma banda que se movimenta com curioso à-vontade pelo punk, pop, rock, disco sound, rap e até reggae.

Nestas últimas três categorias poderíamos destacar “Heart of Glass”, claramente no território disco sound; “Rapture” no domínio do rap  - há um mash-up brilhante, com a assinatura Go Home Productions, o alter ego do produtor britânico Mark Vidler, que funde este tema com “Riders on The Storm” dos Doors baptizado “Rapture Riders”; e, finalmente, “The Tide is High”, de 1980, que nos transporta para as sonoridades jamaicanas do reggae.

Este é o momento em que recuamos no tempo, até 1967, o ano da primeira gravação de “The Tide is High”, pelos The Paragons, de Kingston, Jamaica. O tema foi escrito um ano antes por John Holt, que integrava aquela banda desde 1964.

Não foi Holt, todavia, quem conseguiu capitalizar melhor esta sua criação. Debbie Harry e os Blondie conseguiram escalar as tabelas de vendas dos dois dos mais importantes mercados da música, os EUA e o Reino Unido, atingindo o topo nos dois lados do Atlântico.

O tema é o ponto alto da carreira da banda e, também, da de Holt, como cantor/autor em nome próprio. Mas não foi o único a ser recuperado por outras bandas. A canção “I’ve Got To Get Away”, por exemplo, foi recuperada pelos Massive Attack para o seu mais popular álbum, Mezzanine, que comemorou recentemente 20 anos - foi editado em 1998. É a sétima faixa do disco e a canção de Holt e dos The Paragons surge “disfarçada” sob o nome “Man Next Door”.

De regresso a “The Tide is High”, a canção viria a ser resgatada uma vez mais - e com êxito assinalável - pelo trio feminino britânico Atomic Kitten, em 2001. Uma versão menos reggae que o original - claramente mais distante do estilo dos Paragons - e muitíssimo mais pop que a versão dos Blondie.

Avaliação do Polígrafo:

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