A história foi relatada por uma oficial da marinha britânica ao jornal "Metro", em outubro de 2013. “As canções dela foram escolhidas pela equipa de segurança com o pressuposto de que seriam as que os piratas iriam odiar mais. Eles não suportam a a cultura nem a música ocidentais, o que torna os êxitos de Britney Spears perfeitos”, explicou Rachel Owens àquele jornal britânico. “Oops! I Did It Again” e “Baby One More Time” terão sido mais eficazes que armas de fogo.

Mas esta é apenas uma parte da história. De acordo com o site da revista “The Atlantic”, o volume, extremo, em que as músicas foram tocadas fizeram o resto do trabalho. Potentes colunas apontadas para os barcos piratas - uma verdadeira arma sónica - completaram o trabalho de Britney. À repulsa cultural, a marinha juntou a agonia da dor, provocada pelo som. O cocktail perfeito para dissuadir até os mais vis piratas.

Este tipo de ondas sonoras “disparam” paredes de som que conseguem colocar uma pessoa de joelhos “e já foram usadas para dissuadir tumultos e piratas no passado”, escreve a “The Atlantic”. A revista “Fast Company” também sublinha que “os sistemas sónicos, normalmente usados pelas forças policiais e militares em tumultos um pouco por todo o mundo, criam uma barreira sonora que se revela insuportável. Em 2008, um cruzeiro britânico utilizou, com êxito, esta estratégia para afastar piratas da Somália.”

Citado pelo Huffington Post, Steven Jones da Security Association for the Maritime Industry, confessou que existem certos limites que as forças ocidentais não querem ultrapassar, por receio de violarem a legislação internacional. E disse, num tom jocoso: “Imagino que o usar Justin Bieber seria uma violação da Convenção de Genebra”.

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