“Quanta ironia do destino, não? Myriam Bourla, esposa do CEO da Pfizer Albert Bourla, morreu de complicações com a vacina Covid-19 na quarta-feira, de acordo com o seu médico”, destaca-se numa publicação de 18 de novembro.

A notícia da morte de Myriam Bourla foi originalmente publicada pelo "Conservative Beaver", um site que diz apresentar “notícias conservadoras, ao estilo canadiano”. O Polígrafo já verificou informações desta página quando "noticiou" que Barack Obama tinha sido preso por espionagem na China. Desta vez, o site canadiano descreve que Myriam Bourla terá falecido no Hospital Presbiteriano Lawrence de Nova Iorque por complicações com a toma da vacina da Pfizer. Afirmando, inclusivamente, que Myriam Bourla teria algum ceticismo em relação à toma da vacina.

Esta informação é verdadeira?

Não, trata-se de uma informação sem qualquer fundamento. O site canadiano publicou a informação da morte de Myriam Bourla no dia 10 de novembro. No dia seguinte, Albert Bourla, CEO da Pfizer, partilhou no Twitter uma fotografia em que aparece ao lado da sua mulher, com a legenda: “A aproveitar o momento com a minha mulher e o Diretor de Recursos Humanos da Pfizer na noite de ontem”.

À Reuters, Keanna Ghazvini, porta-voz da Pfizer confirmou que Myriam Bourla se encontra “viva e bem, ao contrário do que foi dito na Internet”.

Também à Associated Press (AP) Amy Rose, igualmente porta-voz da Pfizer, acusou a publicação de ser uma “tentativa deliberada e maliciosa de causar sofrimento emocional à família Bourla”, afirmando ser “injusto que alguém se faça passar por jornalista para espalhar mentiras sobre o nosso CEO e a sua família, com o objetivo de minar a confiança numa vacina que foi dada a centenas de milhões de pessoas em todo o mundo.”

Também o "The Independent", o "USA Today" e as plataformas de fact checking brasileiras Agência Lupa, Boatos, Fato ou Fake da Globo e Aos Fatos desmentiram esta informação.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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