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Montenegro diz que Portugal registou maior aumento de rendimentos em termos líquidos na OCDE em 2024. É verdade?

Política
O que está em causa?
"No último ano consolidámos a estabilidade económica e financeira", destacou o Primeiro-Ministro no debate sobre o Programa do Governo, esta manhã na Assembleia da República, apontando também para um aumento dos rendimentos em termos líquidos que terá sido o maior entre os países da OCDE. Confirma-se?
© Agência Lusa / José Sena Goulão

Esta manhã, 17 de junho, durante a apresentação do programa do Governo na Assembleia da República, o Primeiro-Ministro destacou o trabalho realizado durante o último ano de governação e agradeceu o voto de confiança reforçado com as últimas eleições. Uma das conquistas de que se congratula é a de Portugal ter registado o maior aumento de rendimentos em termos líquidos da OCDE.

“No último ano consolidámos a estabilidade económica e financeira. Conquistámos a estabilidade social, por exemplo através da valorização de 19 carreiras da Administração Pública e com um notável aumento dos rendimentos das famílias portuguesas, dos trabalhadores, pensionistas e dos jovens. De resto, o maior aumento de rendimentos em termos líquidos entre os 38 países da OCDE”, afirmou.

Confirma-se?

Dados estatísticos divulgados pela OCDE a 13 de maio deste ano confirmam que, entre os países da organização, Portugal registou em 2024 o maior aumento de rendimentos reais das famílias per capita, ao nível de 6,7%. De acordo com esta publicação, a subida dos rendimentos no país foi impulsionada principalmente pela “remuneração dos trabalhadores e por uma redução nos impostos pagos”.

O aumento anual do rendimento real das famílias per capita observado em 2024 na maioria dos países membros da organização – à exceção da Austrália e da Finlândia –  ocorreu na sequência do abrandamento da inflação face ao ano anterior. No conjunto dos países da OCDE, o rendimento real das famílias per capita cresceu 1,8% em 2024, ligeiramente acima dos 1,7% de 2023.

Na tabela dos maiores crescimentos seguem-se a Espanha (3,6%) e a Hungria (3,01%). Por sua vez, a Austrália foi o país que registou a maior queda (-1,8%), embora tenha melhorado em relação à de 2023 (-5,1%), causada principalmente pelo aumento dos juros e dos impostos.

Importa contudo ressalvar que nestes dados são analisados apenas 22 dos 38 países da OCDE, para os quais havia dados disponíveis.

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Avaliação do Polígrafo:

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