A Moção 78, sob o mote “pela criação de um projeto piloto de supermercados públicos de bens essenciais”, foi apresentada no último XVII Congresso do Livre (realizado entre os dias 10 e 12 de julho), visando responder ao problema subida do preço dos bens alimentares.
Nas redes sociais, a imagem de uma página do documento tem sido ridicularizada devido à afirmação de que “existem ou existiram exemplos de intervenção pública no setor alimentar que demonstram a viabilidade política e económica desta abordagem”. A frase é imediatamente complementada pela seguinte indicação: “[complementar, se tiverem surgido exemplos para o enquadramento].”
A imagem é real?
Sim. O documento refere não apenas que já existiram exemplos de “intervenção pública no setor alimentar”, como estes exemplos continuam a existir. Não indica, contudo, um único exemplo.
Em resposta ao Polígrafo, fonte oficial do Livre aponta que a moção “fala de um projeto piloto e aponta possíveis respostas para problemas que todas as pessoas reconhecem e vivem diariamente”. Quanto à frase em causa, ressalva “que é uma nota no documento, não se refere a anexos”, visto que “a moção foi entregue sem anexos”.
Clarifica ainda que se trata de uma única moção “em mais de 70” e que “as pessoas se pronunciaram favoravelmente a aprofundar a discussão”, sendo que “o proponente terá oportunidade de juntar elementos à discussão”.
“No entanto, tal como como todas as outras moções que com esta entraram nesse processo de debate interno, não se trata de uma proposta oficial do Livre nem está incluída em nenhum programa do partido”, sublinha.
A iniciativa sugerida assemelha-se, como referido na publicação em análise, a um projeto-piloto que foi proposto por Zohran Mamdani, autarca de Nova Iorque, nos EUA. Mamdani prometeu a abertura dos supermercados para 2029, que terão um custo de 30 milhões de dólares por loja.
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Avaliação do Polígrafo:


