Desde há alguns anos que circulam nas redes sociais várias publicações baseadas nesta mensagem, com algumas variantes. A origem da mesma parece ser uma notícia do jornal "Correio da Manhã", datada de 14 de julho de 2012, com o seguinte título: "Relvas recebeu 14 mil euros de reforma".

Essa notícia é verdadeira, mas o valor indicado de 14 mil euros correspondia ao que o então ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, no Governo de coligação PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, tinha recebido da Caixa Geral de Aposentações durante todo o ano de 2011.

Ou seja, tratava-se de um valor anual e não mensal. A partir dessa notícia verdadeira, porém, espalharam-se nas redes sociais múltiplas publicações que apresentam erradamente esse valor como correspondendo ao valor mensal da pensão de reforma auferida por Miguel Relvas.

De facto, mesmo antes de ter assumido o cargo de ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares em junho de 2011, Miguel Relvas já tinha direito a uma subvenção mensal vitalícia por ter exercido sucessivos mandatos de deputado e cargos de governante durante quase três décadas.

Consultando a lista oficial de beneficiários, divulgada na página da Caixa Geral de Aposentações, verifica-se que Miguel Relvas requereu e foi-lhe atribuída a subvenção mensal vitalícia em janeiro de 2010, com um valor mensal de 2.899,53 euros.

Em junho de 2011, quando assumiu o cargo de governante, o pagamento da subvenção mensal vitalícia foi suspenso. Daí ter recebido apenas 14 mil euros em todo o ano de 2011, correspondente ao período de tempo em que o pagamento não estava suspenso.

Atualmente, desde há algum tempo afastado da política ativa, Miguel Relvas também não está a receber a subvenção mensal vitalícia, em situação de "redução total".

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

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