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Metade dos adultos portugueses tem rendimento líquido inferior a 950 euros?

Economia
Este artigo tem mais de um ano
O que está em causa?
No Twitter partilha-se um gráfico com dados sobre a "distribuição do rendimento monetário líquido equivalente" em Portugal, a partir do qual se destaca que "o rendimento líquido de 50% dos adultos é menos de 950 euros por mês". O Polígrafo confere.

Este gráfico é assustador. O rendimento líquido: de 50% dos adultos é menos de 950 euros por mês; de dois terços dos adultos é menos de 1.100 euros por mês; dos 9% mais ricos a seguir aos 1% mais ricos está entre 1.900 e 3.750 euros por mês”, salienta-se num tweet de 18 de outubro, remetido ao Polígrafo com pedido de verificação de factos.

Na imagem apresenta-se um gráfico com dados sobre a “distribuição do rendimento monetário líquido equivalente” em Portugal, no ano de 2020, cuja fonte é atribuída ao Instituto Nacional de Estatística (INE), mais especificamente o “Inquérito às Condições de Vida e Rendimento 2021”.

De facto, o gráfico em causa tem origem no INE, patente no boletim de “Rendimento e Condições de Vida” publicado em dezembro de 2021, com o seguinte título em destaque: “O risco de pobreza aumentou para 18,4% em 2020.”

Apresenta dados sobre a distribuição do rendimento monetário líquido por adulto equivalente, que integra todas as componentes de rendimento monetário, com base no já referido “Inquérito às Condições de Vida e Rendimento 2021”. E são dados anuais, referentes ao ano de 2020.

A partir dos dados verifica-se que, de facto, o rendimento líquido de 50% dos adultos é inferior a 950 euros por mês.

Para dissipar quaisquer dúvidas, o Polígrafo questionou o INE sobre esta matéria, tendo obtido a seguinte confirmação:

“Se se considerar que um valor mensal de 950 euros é equivalente a um valor anual de 11.400 euros, é possível concluir que a percentagem de pessoas que tinham um rendimento monetário líquido por adulto equivalente anual inferior a 11.400 euros em 2021 se situava entre 50% e 60% da população“.

Pelo que aplicamos o selo de “Verdadeiro” na publicação em causa.

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Avaliação do Polígrafo:

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