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Mesas de voto antecipado tiveram de encerrar em Sintra “devido à falta das vinhetas que selam os envelopes”?

Política
O que está em causa?
Em publicação no X/Twitter denuncia-se que no domingo, 3 de março, no âmbito do processo de voto antecipado para as eleições legislativas, "algumas mesas de voto tiveram de encerrar" em Sintra "devido à falta das vinhetas que selam os envelopes". A denúncia é verdadeira?

“Ontem em Sintra, algumas mesas de voto tiveram de encerrar devido à falta das vinhetas que selam os envelopes. Interromper um ato eleitoral por falta de material, revela a incompetência da Câmara Municipal [de Sintra], responsável única por esta falha. E tem um nome: Partido Socialista”, realça-se numa publicação de 4 de março no X/Twitter, sugerida ao Polígrafo para verificação de factos.

A acompanhar o tweet surge uma imagem de um conjunto de vinhetas (aparentemente) referentes ao voto antecipado nas eleições legislativas de 2014, cujo processo decorreu no passado domingo, 3 de março.

Questionada pelo Polígrafo sobre esta denúncia, fonte oficial da Câmara Municipal de Sintra (CMS) garantiu que “é falso que tenham existido mesas de voto encerradas” durante o processo de voto antecipado no referido concelho.

De acordo com a mesma fonte, o que aconteceu foi que “os serviços identificaram um lapso na contagem de vinhetas“, o qual foi “prontamente resolvido com a entrega do número de vinhetas necessárias para o ato”.

Apesar desse lapso, “todas as mesas de voto desenvolveram os seus trabalhos com normalidade até à hora do fecho“, assegurou.

O próprio autor da denúncia, aliás, acabou por se contradizer poucas horas depois da publicação inicial, referindo que as mesas de voto afinal não foram encerradas, mas que ocorreu uma “suspensão do ato enquanto não chegou nova remessa” de vinheta.

“Nesse período de tempo, os eleitores não votam. Ou esperam, ou terão de votar dia 10. Mas podem apresentar reclamação. Mas esta falha é grave, porque se sabe quantos eleitores estavam inscritos”, acrescentou.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) também foi questionada sobre esta matéria, mas não respondeu até à publicação do presente artigo.

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Avaliação do Polígrafo:

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