Sporting e Rio Ave dão hoje, em Lisboa, o pontapé de saída das meias-finais da Taça de Portugal (a segunda mão está marcada para 23 de abril). Benfica e Tirsense disputam a outra vaga para o Estádio Nacional do Jamor.
A probabilidade estatística de ter, pelo menos, um “grande” na final é, por isso, de 50 por cento. Mas já houve alguma edição em que Benfica, FC Porto e Sporting não estavam entre as quatro melhores equipas da prova?
O registo de vitórias na Taça de Portugal destes três clubes é largamente maioritário: 75% (63 em 84 edições). Nos 21 anos em que o vencedor foi diferente, 15 tiveram, ainda assim, a presença de Benfica (8 vezes), FC Porto (4 vezes) e Sporting (3 vezes).
Restam assim 6 edições sem qualquer “grande” numa final:
| Época | Jogo | Resultado |
| 41/42 | Belenenses-V. Guimarães | 2-0 |
| 65/66 | Sp. Braga V. Setúbal | 1-0 |
| 66/67 | V. Setúbal-Académica | 3-2 a.p. |
| 75/76 | Boavista-V. Guimarães | 2-1 |
| 89/90 | E. Amadora- Sp. Farense | 2-0 |
| 98/99 | Beira-Mar-Campomaiorense | 1-0 |
Em 41/42, o Sporting chegou às meias-finais, perdendo nessa fase da competição em Guimarães (2-1). Os leões também foram semifinalistas em 65/66, desta vez afastados pelo Sp. Braga (numa eliminatória a duas mãos, numa fase em que a Taça de Portugal tinha esse formato a partir dos oitavos de final). Nesse ano, foi mesmo necessário um terceiro jogo, atendendo aos dois empates (1-1) entre os clubes. Na época seguinte, o FC Porto chegou às meias-finais e perdeu com o V. Setúbal por 7-4 num somatório dos dois jogos (derrota nas Antas 3-3 e empate a 4 no Bonfim). Em 75/76 foi o Sporting a atingir a penúltima fase da prova, caindo de novo em Guimarães (derrota por 2-1, após prolongamento).
À 49.ª edição (89/90), finalmente, jogaram-se meias-finais sem grandes. Nem tão pouco aos quartos-de-final. O Sporting caiu logo na primeira eliminatória em que participaram os clubes da então I Divisão (derrotado em casa pelo Marítimo), seguiu-se o Benfica nos 16-avos-de-final (em Setúbal) e o FC Porto nos oitavos-de-final (afastado nas Antas, pelo Tirsense, 0-2). Curiosamente, os finalistas desse ano (E. Amadora e Sp. Farense) não lograram eliminar qualquer “grande”.
Nove anos depois, pela segunda (e até agora última) vez na história da Taça de Portugal, Benfica, FC Porto e Sporting não chegaram à antecâmara do Jamor. E, de novo, não atingiram os quartos-de-final. Nem os oitavos-de-final. Na edição mais atípica da segunda prova mais importante do calendário futebolístico português, o Sporting foi o primeiro a cair, nos 32-avos-de-final, no campo do Gil Vicente. Nos 16-avos-de-final o fracasso tocou o FC Porto (perdeu em casa com o Torreense, então no 3.º escalão) e o Benfica (derrota em Setúbal). Como em 89/90, nenhum dos carrascos dos “três grandes” conseguiu chegar à final (disputada entre Beira-Mar e Campomaiorense).
Com efeito, é falso que as meias-finais da Taça de Portugal tenham tido sempre a participação de, pelo menos, um dos três maiores clubes portugueses. Mas somente em duas das 85 edições (já contabilizando a desta época).
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Avaliação do Polígrafo Futebol:

