"Pasmem-se como é que Fernando Medina esteve nomeado, na primeira fase, numa lista para distinguir os melhores autarcas, que em todo o mundo, têm servido as suas comunidades com integridade, coragem e diligência", ironiza a autora de uma publicação, de 8 de julho, partilhada num grupo do Facebook sobre a cidade de Lisboa.

"Após uma primeira fase, onde estiveram nomeados 80 autarcas de todo o mundo, entre os quais três portugueses, Ricardo Rio (Braga), Fernando Medina (Lisboa) e Carlos Carreiras (Cascais), o autarca de Braga segue agora para a última lista. A mesma tem apenas 12 autarcas de todo o mundo, sendo assim o único português a passar à fase final do processo de seleção", conclui a publicação.

De facto, houve três autarcas portugueses entre os 81 nomeados de 38 países para o World Mayor 20/21  — Fernando Medina (Lisboa), Carlos Carreiras Cascais) e Ricardo Rio (Braga).

Esta longa lista, que incluiu presidentes de câmaras de todo o mundo, foi depois reduzida, a 4 de fevereiro, a 32 representantes e Medina caiu nessa fase. Finalmente, foram divulgados, a 5 de julho, os 12 finalistas ao prémio (oito homens e quatro mulheres), e Ricardo Rio é o único português com hipóteses de vencer a distinção.

É a primeira vez que Portugal tem três nomeados numa só edição e, até agora, nenhum autarca português tinha chegado aos finalistas. No entanto, quatro presidentes de câmara nacionais tinham sido escolhidos: Pedro Santana Lopes (Lisboa), em 2004, Rui Rio (Porto), em 2006 e 2012Maria Emília Sousa (Almada), em 2010, e António Costa (Lisboa), em 2014.

O prémio foi criado em 2004 e, a partir de 2006, passou a ser atribuído de dois em dois anos. De acordo com a The City Mayors Foundation, criada por municípios de todo o mundo, a edição deste ano pretende reconhecer os autarcas que se destacaram pela capacidade de liderança no combate à pandemia da Covid-19, liderança essa que "proporcionou proteção e garantia às suas comunidades".

Quando foi nomeado, em declarações à agência Lusa, Ricardo Rio manifestou-se "muito satisfeito" por integrar o "leque restrito de autarcas no quadro de uma iniciativa de si muito meritória, que valoriza o papel dos autarcas no desenvolvimento das suas comunidades. "Se seria sempre uma grande honra, este ano não deixa de ter um sabor especial por os critérios de análise terem incidido sobre a capacidade de resposta à pandemia e à recuperação para o futuro", sublinhou.

A decisão final cabe a um painel de personalidades que integram a The City Mayors Foundation. O vencedor vai ser anunciado a 14 de setembro.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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