"O médico que criou o protocolo de tratamento precoce para COVID 19, com hidroxicloroquina, zinco e azitromicina, foi indicado para o Prémio Nobel da Paz. Em entrevista ele declarou: 'posso dar razões pelas quais há resistência, é muito simples. Chama-se política, lucro, arrogância e medo' e chamou categoricamente os negadores da eficácia da hidroxicloroquina/zinco de 'culpados de assassinato em massa'. Será que a falsa narrativa agora será a de que Prémio Nobel não tem credibilidade, ou algo parecido? Vamos aguardar", pode ler-se na publicação em causa, datada de 24 de setembro.

Mas será verdade?

As nomeações para o Prémio Nobel da Paz são confidenciais e a lista de nomeados é mantida secreta durante 50 anos pelo Comité do Nobel. Porém, quem nomeia pode revelar quem escolheu e milhares de pessoas e organizações de todo o mundo podem propor candidatos ao galardão.

Até agora, o Comité do Nobel recebeu 329 candidaturas, abaixo das 376 registados em 2020, e estão divididas entre 234 indivíduos e 95 organizações. "Os nomes dos nomeados ou os nomes de quem nomeou para o Prémio Nobel da Paz só podem ser divulgados depois de 50 anos", indica-se página oficial da organização. Isto significa que é impossível saber se Vladimir Zelenko, ou qualquer outra pessoa, foi de facto indicada para o prémio.

As nomeações para o Prémio Nobel da Paz são confidenciais e a lista de nomeados é mantida secreta durante 50 anos pelo Comité do Nobel. (...) Isto significa que é impossível saber se Vladmir Zelenko, ou qualquer outra pessoa, foi de facto indicada para o prémio.

A nomeação de Zelenko foi inicialmente divulgada numa página administrada pelo próprio, mas o texto foi retirado. A informação rapidamente se disseminou por outros blogs norte-americanos que promovem a hidroxicloroquina, como o America's Frontline Doctors.

Entre as candidaturas divulgadas, constam nomes como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Fundação Vaccine Alliance (Gavi) e o movimento antirracista Black Lives Matter. Também o russo e opositor político Alexei Navalny, a ativista sueca Greta Thunberg e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, foram propostos para o prémio.

De relembrar que o facto de estas pessoas e instituições terem sido nomeadas não significa que tenham o apoio do Comité do Nobel, uma vez que antes da atribuição do prémio todas as nomeações são aceites, desde que enviadas por pessoas que cumpram os critérios impostos pelo comité antes do prazo final de 31 de janeiro.

Entre as candidaturas divulgadas, constam nomes como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Fundação Vaccine Alliance (Gavi) e o movimento antirracista Black Lives Matter. Também o russo e opositor político Alexei Navalny, a ativista sueca Greta Thunberg e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, foram propostos para o prémio.

O vencedor será conhecido a 8 de outubro, data em que a fundação revelará a sua escolha em Oslo, Noruega. No ano passado o galardão foi atribuído ao Programa Alimentar Mundial (PAM), a maior organização humanitária na luta contra a fome a nível mundial.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Parcialmente falso: as alegações dos conteúdos são uma mistura de factos precisos e imprecisos ou a principal alegação é enganadora ou está incompleta.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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