"Na nossa óptica seria inadmissível que a restauração e o comércio a retalho pudessem abrir antes do fim de maio, seria um sinal por parte do Governo de mais um apoio à burguesia tradicional", terá afirmado Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, segundo a citação que lhe é atribuída no post de 8 de março.

Verdade ou mentira?

Não encontramos qualquer registo público de tal declaração supostamente proferida por Catarina Martins.

Questionada pelo Polígrafo, fonte oficial do Bloco de Esquerda garante que a frase não é da autoria da líder do partido, sublinhando aliás que tem defendido a "necessidade de apoios" para esses setores de atividade económica.

No dia 10 de março, Catarina Martins considerou que "este é o tempo" para começar o desconfinamento de forma "cautelosa" e faseada e defendeu a reabertura das creches, pré-escolar e primeiro ciclo "desde já".

"Consideramos que o desconfinamento tem de se iniciar de uma forma cautelosa, mas este é o tempo", vincou, assinalando que "há uma descida consistente do número de pessoa infetadas, há também uma descida consistente do número de pessoas internadas e em cuidados intensivos".

No entanto, a líder bloquista ressalvou que os números "não aconselham que haja um desconfinamento total, abrupto, uma vez que há ainda muita pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde", e defendeu a necessidade de um plano que se prolongue "até ao final do Verão".

Relativamente às atividades económicas, indicou que "os dados que foram apresentados na última sessão do Infarmed permitem, pelos níveis estabelecidos pelos próprios técnicos, mais reabertura da atividade económica, ainda que tenha que haver uma ponderação de precaução face ao fim de semana Páscoa", mas salientou que "essa ponderação deve ser feita" também "com os apoios no terreno".

"É preciso fazer aqui uma ponderação. É importante abrir setores da economia, mas que essa reabertura, sendo ainda faseada e não sendo previsível que eles possam vir a ter níveis de faturação semelhantes aos que tinham antes, não signifique que esses setores de atividade depois são excluídos dos apoios", justificou, defendendo que "há determinados setores da economia cujas condições de reabertura exigem também alteração das condições dos apoios que são dados a esses setores".

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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