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Marta Temido: “A emigração nos últimos anos, a começar em 2015, tem vindo a baixar”

Política
O que está em causa?
"Quando olhamos para aquilo que foi a emigração nos últimos anos, a começar em 2015, ou 2013, verificamos que ela tem vindo a baixar", afirmou a candidata do PS às eleições para o Parlamento Europeu, na entrevista de ontem à noite na RTP. O Polígrafo verifica.
© Agência Lusa / José Sena Goulão

Na entrevista de ontem à noite na RTP, Marta Temido tinha acabado de negar que Portugal tinha sido ultrapassado no Produto Interno Bruto (PIB) per capita por países como a Estónia, Lituânia e Polónia – alvo de verificação de factos do Polígrafo. Poucos minutos depois, quando o jornalista referiu que “a classe média está a emigrar”, a candidata do PS voltou a dizer que “não“.

E passou a explicar: “Quando olhamos para aquilo que foi a emigração nos últimos anos, a começar em 2015, ou 2013, verificamos que ela tem vindo a baixar. Verdade ou mentira?”

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) compilados na Pordata, entre 2011 e 2022 (ainda não há dados referentes a 2023) registou-se um total de 451.455 emigrantes permanentes.

Neste indicador a tendência tem sido de estabilização após um incremento significativo no período de intervenção da “Troika” (2011-2014) em Portugal.

Após ter sido atingido um ponto máximo de 134.624 emigrantes permanentes em 2014, iniciou-se uma trajetória descendente que culminou em 65.983 emigrantes permanentes em 2021.

No entanto, o número voltou a aumentar em 2022 para um total de 71.717 emigrantes permanentes.

Em suma, Temido tem razão, a emigração tem vindo a baixar, mas importa ter em atenção que voltou a aumentar ligeiramente em 2022, último ano com dados já apurados pelo INE.

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Avaliação do Polígrafo:

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