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Mariana Leitão diz que “alívio fiscal” do Governo “vale quatro euros por mês”. É verdade?

Política
O que está em causa?
A nova líder dos liberais generalizou (mal) o impacto da descida de IRS aprovada pelo Parlamento este mês. A progressividade do IRS faz com que cada salário e cada condição corresponda a uma poupança distinta... e que tanto pode corresponder a dois euros como a 30 euros mensais.
© Paulo Cunha/Lusa

No discurso que fechou a X Convenção Nacional dos liberais, a nova líder do partido – eleita com 73% dos votos – fez críticas àquilo a que chamou “socialismo de direita”, plasmado no Chega, e atacou o Governo de Luís Montenegro, bem como os seus planos de “alívio fiscal”. Segundo Mariana Leitão, a descida do IRS aprovada pelo Executivo vale apenas “quatro euros por mês”. Confirma-se?

Apesar de não agradar especialmente aos liberais, a progressividade do IRS faz com que esta declaração da líder do IL esteja completamente descontextualizada. Sendo verdadeira para um trabalhador dependente, sem filhos e com um rendimento bruto mensal de 1200 euros, é falsa para todas as outras situações onde a poupança é superior ou até mesmo inferior. Só não é transversal.

De acordo com as simulações divulgadas pelo Ministério das Finanças, a redução do IRS já em 2025 – aprovada inclusive pelos liberais – resulta numa poupança que vai dos 34 euros (rendimento de 1000 euros) aos 207 euros (rendimento de 3000 euros) anuais para um trabalhador dependente e sem filhos. Mensalmente (dividindo por 14 meses) estão em causa 2,43 euros ou 14,8 euros, respetivamente.

Já no caso de dois trabalhadores dependentes com dois filhos, a poupança mensal vai dos 4,78 euros aos 30 euros (para salários de 1000 e 3000 euros, respetivamente).

Em suma, o alívio de “quatro euros por mês” não é transversal e não pode, por esse motivo, ser utilizado como guia para classificar a medida do Governo, como fez Mariana Leitão.

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Avaliação do Polígrafo:

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