A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social afirmou hoje dispensar “receber lições de moral” da esquerda sobre a Prestação Social Única (PSU). Em debate no Parlamento, Maria do Rosário Palma Ramalho rejeitou a ideia de que o Governo esteja a tentar penalizar os mais carenciados e salientou que, nos últimos dois anos, já sob governação da Aliança Democrática (AD), a taxa de risco de pobreza diminuiu.
“Foi no âmbito desde Governo que a pobreza desceu em Portugal. Desce consistentemente em Portugal há dois anos”, destacou.
É verdade?
Sim. A ministra sustenta a sua posição com os dados do relatório “Portugal, Balanço Social 2025”.
Segundo o relatório, a taxa de risco de pobreza desceu para 15,4% no último ano, menos 1,2 pontos percentuais (p.p.) do que em 2024. Também em 2024 — que começou sob gestão socialista e depois se tinha registado uma diminuição face a 2023, ano em que o indicador atingia os 17%. Assim, a tendência de redução abrange dois anos consecutivos, embora 2024 ainda tenha sido parcialmente marcado pela transição entre governos.
No inquérito de 2025, eram consideradas em risco de pobreza as pessoas com um rendimento disponível inferior a 8.679 euros por ano, ou 723 euros por mês, um valor acima do registado em 2024. O limiar mensal aumentou 91 euros entre 2024 e 2025, mais do dobro da subida observada entre 2023 e 2024, que foi de 41 euros.
Neste grupo estavam, em 2025, mais de 1,66 milhões de pessoas em Portugal, sendo as mulheres, os idosos e as crianças os mais vulneráveis.
O “Portugal, Balanço Social 2025” dá ainda nota de que a taxa de risco de pobreza seria de 40,3% na ausência do Estado Social — pensões e prestações sociais — e de persistem fortes desigualdades.
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