Marcelo fica, Costa sai. No próximo Natal, o PM será outro mas, cumprindo-se o calendário, o PR deverá ser o mesmo: aconteceu hoje a derradeira troca de cumprimentos em Belém, com Marcelo Rebelo de Sousa a valorizar o Governo de António Costa, "o mais longo do século XXI". E a lembrar o período de pandemia, durante o qual os "portugueses foram excepcionais".

Ano a ano, Marcelo percorreu a governação de Costa sem errar nos acontecimentos. Apesar disso, o PR, pouco certo do que estava a transmitir, afirmou ao país: "Acho que chegámos a ter um dia com 33 mil mortes [durante a pandemia de Covid-19]. Não tenho a certeza se não é um exagero." Foi um exagero. Dos grandes: em Portugal, o dia com mais óbitos relacionados com a doença foi a 27 de janeiro de 2021. Nessa quarta feira, Portugal registou 303 mortes por Covid-19, um valor que o dia 30 de janeiro viria a igualar.

De acordo com o boletim epidemiológico de 28 de janeiro (relativo ao dia anterior), a 27 de janeiro de 2021 havia 180.076 casos ativos de Covid-19 no país. Contabilizados a 2023, segundo dados do portal "Our World in Data", a Covid-19 matou 27.764 pessoas em Portugal e registaram-se cerca de 5,6 milhões de casos no país.

Marcelo Rebelo de Sousa erra assim no seu último desejo de Boas Festas a António Costa, em Belém.

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