"Em 1968, Marcelo Rebelo de Sousa tinha 20 anos, idade para defender a Pátria em África. Escapou-se ao Serviço Militar Obrigatório, traindo assim Portugal. Como prémio de tamanha cobardia elegeram-no Presidente da República portuguesa", descreve-se numa publicação disseminada nas redes sociais, datada de 10 de outubro.

A polémica não é nova e data de 2016, altura em que Sampaio da Nóvoa enfrentou Marcelo Rebelo de Sousa nas eleições presidenciais.

O general António Ferreira do Amaral, antigo capitão de Abril e na altura mandatário distrital de Sampaio da Nóvoa, acusou Marcelo Rebelo de Sousa de ter "desprezado centenas de milhares de compatriotas" que participaram na Guerra Colonial por não cumprir o serviço militar em 1974.

"Devia estar no cumprimento do serviço militar obrigatório, mas tal não sucedeu, incumprindo a lei militar. A atitude moral é ainda mais condenável porque quem era o ministro do Ultramar nesse momento era o seu próprio pai [Baltasar Rebelo de Sousa]", afirmou o Capitão de abril. A questão de Ferreira do Amaral veio na sequência da pergunta de Marcelo a Sampaio da Nóvoa (durante o debate entre os dois) sobre onde estava o antigo reitor da Universidade de Lisboa no 25 de novembro de 1975.

Face à polémica, o atual Presidente da República explicou que "estava a acabar os meus estudos naquela ocasião" e a "fazer o meu mestrado, na transição". "Tinha prestado as provas de mestrado e ia ser chamado. Já sabia que era chamado em 1974 para prestar o serviço militar obrigatório. Prestei as provas no final de 1973 e já sabia que, se não tem havido o 25 de Abril, certamente prestaria o serviço militar obrigatório", assegurou.

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