Uma infografia intitulada "Radares de controlo de velocidade" foi partilhada no Facebook e representa os vários distritos e estradas que vão receber os novos radares de controlo de velocidade média: Setúbal (EN10, EN378, EN4, EN5 e IC1), Lisboa (A9, EN10, EN6-7 e IC19), Coimbra (A1 e EN109), Évora (A6 e IP2), Beja (EN206 e IC1), Faro (EN398), Santarém (A1), Castelo Branco (IC8), Aveiro (A41) e Porto (A3).

A publicação, de 21 de agosto, explica ainda o funcionamento destes radares. Primeiro, a "câmara deteta a matrícula e a hora exata da passagem dos veículos". Depois, "outro sistema, no fim do troço, regista novamente a hora e a matrícula". A seguir, "o sistema calcula o tempo que o que o veículo demora a percorrer o troço, assim como a velocidade média". Por fim, "se houver infração, a informação da viatura é enviada a um centro de controlo".

O mapa apresenta a informação correta?

O Polígrafo contactou a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) para confirmar as informações. Fonte oficial da ANSR garante que "os locais indicados nas legendas do mapa correspondem aos locais previstos para a instalação dos Locais de Controlo de Velocidade (LCV)". No entanto, "a ANSR pode alterar até 30% dos LCV até ao início da vigência dos contratos, pelo que os locais indicados não podem considerar-se definitivos".

"​​Neste contexto, e numa ótica de transparência e sensibilização, brevemente será disponibilizada no sítio da Internet da ANSR a localização de todos os radares do SINCRO [Sistema Nacional de Controlo de Velocidade]", informa a mesma fonte.

Finalmente, a ANSR explica que, "muito genericamente, o princípio de funcionamento [dos radares de controlo médio de velocidade] está correto", ainda que "na instalação dos LCV não serão utilizados pórticos, mas sim colunas".

Conclui-se, assim, que a maioria da informação que consta na publicação é verdadeira, mas não é referido que os locais onde os novos radares vão ser colocados podem ainda ser alterados.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente Verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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