"Nigéria: Mais de um milhão de vacinas [contra a] Covid-19 destruídas por escavadeira", lê-se na descrição da imagem que tem sido partilhada nas redes sociais. No rodapé aparece o título de uma notícia da RT, estação de televisão russa, com o seguinte título em língua inglesa: "Veja mais de um milhão de vacinas Covid destruídas por bulldozer" (tradução livre).

A notícia é verdadeira?

Sim. A notícia da RT data de 23 de dezembro de 2021 e exibe também imagens e um vídeo da agência de notícias Reuters. Mas importa salientar que as vacians foram destruídas porque já tinham expirado, não podendo ser utilizadas.

No dia 22 de dezembro, a Reuters já tinha informado que a Nigéria destruiu mais de um milhão de doses de vacinas da AstraZeneca contra a Covid-19 que estavam fora do prazo de validade.

As autoridades de Saúde da Nigéria explicaram que algumas doses de vacinas que tinham sido doadas por outros países só poderiam ser administradas durante algumas semanas, devido ao curto prazo de validade. Aliás, já tinha sido noticiado, a 7 de dezembro, que cerca de um milhão de vacinas tinham expirado na Nigéria, em novembro, sem terem sido utilizadas.

Essas vacinas acabaram mesmo por ser destruídas. Num local de descarga em Abuja, capital da Nigéria, uma retroescavadora esmagou as vacinas da AstraZeneca, embaladas em caixas de cartão e plástico.

"Houve países desenvolvidos que adquiriram estas vacinas e deixaram-nas acumular. No momento em que estavam prestes a expirar, ofereceram-nas", afirmou Faisal Shuaib, diretor executivo do Departamento de Saúde Pública da Nigéria (NPHCDA), à Associated Press. "Se vamos ultrapassar esta pandemia, temos de fazer um trabalho melhor para assegurar um melhor fornecimento das vacinas. Nenhum país será capaz de erradicar a Covid-19 até que todos os países sejam capazes de a erradicar".

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente Verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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