"Mais 300 milhões [de euros] previstos no Orçamento do Estado para bancos falidos... Mais um saque feito por gente que se aproveita da maioria absoluta", lê-se no post de 17 de abril no Facebook.

Tendo em conta a data da publicação, estará a referir-se à proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) que foi aprovada em Conselho de Ministros no dia 12 de abril. A votação final global na Assembleia da República está agendada para o dia 27 de maio.

Quanto à suposta despesa com "bancos falidos", confirma-se que sim, está prevista no documento, facto noticiado em primeira mão pelo "Dinheiro Vivo" no dia 16 de abril.

"A nova proposta de OE2022 contempla cerca de 300 milhões de euros em despesa pública relativa a restos de bancos privados falidos pelos quais o Estado (as Finanças) assumiu responsabilidade. São os quase eternos veículos que restam do antigo Banif e do BPN. Mais 294 milhões de euros para ser mais preciso", informou o referido jornal.

"Na proposta de outubro [de 2021], chumbada por toda a oposição, as Finanças previam gastos de 295 milhões de euros com sete sociedades financeiras. Quatro ligadas ao Banif, três ao BPN", detalhou. "Na nova versão orçamental, (...) o valor passa a 294 milhões de euros porque um dos veículos, o Banif SA (despesa de um milhão de euros), deixa de constar, indicam dados oficiais dos mapas sobre desenvolvimentos orçamentais disponibilizados pela Direção-Geral do Orçamento, tutelada pelo ministro Fernando Medina. Seja como for, é mais do que o novo apoio pedido pelo Novo Banco ao Fundo de Resolução este ano. Medina garantiu que tal verba não está prevista no novo Orçamento do Estado".

Os mapas sobre desenvolvimentos orçamentais da proposta de OE2022 podem ser consultados aqui.

Na esfera do antigo Banif está prevista uma despesa total de 177 milhões de euros em 2022, com a seguinte distribuição: 144,6 milhões para a Oitante, 28,7 milhões para a Banif Imobiliária e 1,7 milhões para a WIL - Projetos Turísticos.

No âmbito do BPN autoriza-se uma despesa total de 116,9 milhões de euros em 2022, repartidos entre três sociedades financeiras: 67,5 milhões para a Parvalorem, 33 milhões para a Parparticipadas e 16,4 milhões para a Parups.

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