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Mãe critica refeições escolares “em quantidades minúsculas” em Alpiarça. Município rejeita padrão e diz que tema é “prioridade absoluta”

Sociedade
O que está em causa?
Foi partilhada num grupo local do Facebook uma fotografia que mostra o tamanho do prato de um aluno de 15 anos na Escola E.B. 2,3/S de José Relvas. A associação de pais e o Município confirmam ter conhecimento da imagem, mas asseguram que as refeições escolares são "objeto de avaliação e acompanhamento permanentes".
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“Este foi o “prato principal’ de hoje para o meu filho de 15 anos. Certo que teve sopa, salada, pão e fruta, mas este foi o principal! E não foi caso isolado, é assim na grande maioria das vezes. Se ele não me mostrasse as fotos nem queria acreditar”, denuncia uma mãe numa publicação partilhada no Facebook, com centenas de interações.

A imagem que acompanha o post mostra uma porção reduzida daquilo que aparenta ser uma tortilha de legumes que terá sido servida ao aluno. A encarregada de educação critica a escola por ter “uma ementa pouco convidativa”, com pratos “muitas vezes mal confeccionados” e “em quantidades minúsculas”. 

Em resposta ao Polígrafo, o Agrupamento de Escolas José Relvas remeteu as questões para a autarquia de Alpiarça, que está responsável pelas refeições, e disse que não se pronunciaria sobre a situação em apreço. Por sua vez, a Associação de Pais e Encarregados de Educação de Alpiarça e a Câmara Municipal confirmaram ter conhecimento da fotografia que circula online sobre o alegado estado das refeições escolares, mas referiram que esta pode mostrar apenas aquilo que o aluno optou por colocar no prato, não refletindo necessariamente a totalidade da refeição disponibilizada.

“Compreendemos a preocupação manifestada pela encarregada de educação, uma vez que a alimentação das crianças e jovens é uma matéria de grande importância para todas as famílias. No entanto, de acordo com a ementa prevista para o dia em causa, a refeição incluía sopa, prato principal acompanhado de legumes e sobremesa, podendo existir situações em que os alunos optam por não incluir determinados alimentos no prato, nomeadamente legumes, o que pode não refletir a totalidade da oferta disponibilizada.”, referiu a associação de pais. 

A Câmara Municipal de Alpiarça rejeitou a ideia de que esta fotografia ilustrasse o padrão das porções servidas e sublinhou que os alunos têm o direito a repetir a refeição.

“A qualidade e a quantidade das refeições disponibilizadas aos alunos é uma prioridade absoluta do município. Trata-se, por isso, de uma matéria que é objeto de avaliação e acompanhamento permanentes, em articulação com a empresa fornecedora das refeições, a Direção do Agrupamento de Escolas e os representantes da Associação de Pais. Relativamente à situação em apreço, a mesma já foi igualmente objeto de análise e discussão com estes últimos”, assegurou.

Neste sentido, o Município incorporou recentemente no seu mapa de pessoal uma nutricionista, o que “permitirá monitorizar com maior rigor o empratamento, a capitação dos pratos servidos aos alunos, a confecção dos alimentos e todas as questões de valor nutricional que importa acompanhar em permanência, em articulação com a empresa adjudicatária deste serviço”.

O município e a associação de pais referiram ainda que tem sido discutida a possibilidade de os encarregados de educação e elementos camararários poderem, pontualmente, almoçar na cantina escolar de forma a conhecerem diretamente a realidade do serviço prestado. 

A associação de pais relembrou a importância de reforçar a educação alimentar, incentivando o consumo de sopa e legumes, essenciais para uma alimentação equilibrada. Afirmou ainda manter “total disponibilidade para ouvir as famílias e colaborar com todos os intervenientes na melhoria contínua das refeições escolares, sempre com o objetivo de garantir o bem-estar e a adequada alimentação dos alunos”.

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