Tem circulado nas redes sociais um post que indica que o Presidente brasileiro, Lula da Silva, terá proposto um “confisco democrático” do dinheiro poupado pelos brasileiros. “Lula sugere colocar poupanças regionais a serviço do desenvolvimento”, lê-se numa das publicações do género, partilhada no Instagram.
Depois do discurso de Lula da Silva, surge no vídeo uma mulher que dá a entender que o Presidente brasileiro pretende confiscar as poupanças dos cidadãos. “Quem tem algum dinheirinho guardado, que seja mil reais, dois mil reais, tira. Voltamos à era do dinheiro no colchão”.
Será verdade?
Não, como também vários órgãos de fact-checking brasileiros como o “Lupa” , o “Fato ou Fake” da Globo e o “Estadão” verificaram.
O discurso de Lula da Silva incluído no vídeo viral aconteceu a 30 de maio de 2023, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, numa reunião com dez chefes de Estado de países da América do Sul. As declarações foram publicadas no YouTube na íntegra pela página oficial da UOL (o trecho que ficou viral pode ser consultado aos 14m45).
O Presidente brasileiro sugeriu “colocar a poupança regional a serviço do desenvolvimento económico e social, mobilizando os bancos de desenvolvimento como a CAF, a Fonplata, o Banco do Sul e o BNDES”. Em momento nenhum do discurso refere sequer a palavra “confisco” ou “confiscar”.
A 31 de maio de 2023 – quando as alegações falsas sobre o confisco surgiram nas redes sociais pela primeira vez – o Governo brasileiro esclareceu, em comunicado, que “a palavra ´poupança´ foi usada, portanto, para se referir a uma reserva financeira comum entre os países do continente sul-americano, reunindo os bancos de desenvolvimento”. “É falsa a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai confiscar a poupança dos brasileiros para financiar países da América do Sul”, garantiu.
Conclui-se, portanto, que não é verdade que Lula da Silva tenha sugerido um “confisco democrático” das poupanças dos brasileiros. As declarações do Presidente brasileiro num encontro com chefes de Estado de outros países da América do Sul referiam-se a uma reserva financeira comum entre os países. E em nenhuma ocasião se falou em “confisco” algum.
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Avaliação do Polígrafo:

