Foram partilhadas com o Polígrafo capturas de ecrã de uma notícia supostamente publicada pelo jornal “ECO” sobre Luís Represas, o cantor português que morreu na semana passada, aos 69 anos. Na pretensa publicação, é falsamente atribuído ao músico o alegado lançamento de um programa de investimento que promete retornos elevados de forma simples e rápida.
Trata-se, porém, de mais um esquema fraudulento que recorre à imagem de figuras públicas para conferir credibilidade a falsas oportunidades de investimento. Além da promessa irrealista e altamente apelativa — segundo a qual um investimento inicial de 250 euros poderia transformar-se em 2.000 euros num só mês —, a publicação apresenta vários indícios de falsidade, como o recurso a imagens geradas por Inteligência Artificial e a utilização de uma hiperligação suspeita.
O conteúdo replica o modus operandi de outras fraudes – algumas das quais já sinalizadas pelo Polígrafo – que exploram indevidamente a imagem de figuras públicas ou de profissionais reconhecidos para promover falsas plataformas de investimento, com promessas de lucros elevados em pouco tempo.
À semelhança de outros casos já verificados, os autores da burla apropriam-se também da identidade visual de órgãos de comunicação social, neste caso do “ECO”, para dar aparência de legitimidade ao conteúdo e induzir potenciais vítimas em erro.
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Avaliação do Polígrafo:


