Em entrevista no programa de rádio “Política com Assinatura” da Antena 1, emitida no dia 21 de julho, questionado sobre se “a imigração é o principal problema do país”, na medida em que tem sido tratada como “uma prioridade”, o Primeiro-Ministro ressalvou que “não é o único foco do Governo”, mas “é uma matéria importante“.
Desde logo porque a política de imigração “teve nos últimos anos grandes problemas”, justificou Luís Montenegro. “Nós, quando chegámos ao Governo, tínhamos uma situação muito, muito complexa, com mais de 400 mil processos pendentes. Numa circunstância que hoje, já se sabe, foi o culminar de um processo que em sete anos conduziu a uma quase quadruplicação do número de imigrantes em Portugal. Passámos de cerca de 400 mil para 1,6 milhões de imigrantes. O que traz, naturalmente, grandes desafios do ponto de vista social e económico”.
Os números indicados têm fundamento?
Sim. De acordo com os últimos dados divulgados pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), o número de cidadãos imigrantes residentes em Portugal aumentou de 421.785 em 2017 para 1.546.521 no final de 2024.
Os dados referentes a 2024 ainda são preliminares e, segundo informa a AIMA, “o número total de cidadãos estrangeiros residentes em Portugal deverá ainda ser revisto em alta, com a contabilização das autorizações de residência por via do regime transitório criado pela Assembleia da República”.
Na sequência desse processo estima-se que deverá superar a fasquia de 1,6 milhões de imigrantes, tal como referiu Montenegro na entrevista.
Confirma-se assim a “quase quadruplicação“, ao longo dos últimos sete anos.
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