"Relatórios de que várias unidades de militares de transporte aéreo polacas foram colocadas em alerta máximo para ajudar a Ucrânia a manter as infraestruturas nas cidades de Lviv e Volyn seguras". Esta é a mensagem que está a circular no Twitter e que acompanha dois documentos, um em polaco e outro em inglês, atribuídos ao Exército da Polónia.

O objetivo da possível missão de auxílio é descrito no documento: "De forma a proteger infraestruturas críticas das agressões russas em Lviv e Volyn, na Ucrânia, o Comando Geral das Forças Armadas deverá ter em plena prontidão seis batalhões aerotransportados."

Segundo o autor do tweet em análise, estes documentos foram disseminados através de contas de Telegram pró-russas e "parecem genuínos".

Mas o documento é falso. Quem o confirma é o próprio Comando Geral das Forças Armadas da Polónia através da sua conta oficial no Twitter. "Reparámos que este documento está a circular em algumas contas. Esta é uma ordem falsa do Estado-Maior polaco. Todo o documento é falso! Observamos cada vez mais documentos militares falsificados nos meios de comunicação de massa polacos. Por favor, não compartilhe esta informação", apela-se na mensagem deixada diretamente num dos tweets em que o documento falso estava a ser partilhado.

Também no Twitter, Stanisław Żaryn, diretor do Departamento de Segurança Nacional do gabinete do primeiro-ministro polaco e porta-voz dos serviços de segurança da Polónia, alertou para a "falsa ordem de um general polaco criada para fins de propaganda", que está a ser utilizada como um ato de "desinformação contra a Polónia".

"O uso de uma carta falsa, a promoção em meios de comunicação [russos] e a produção de um filme falso, combinados com a personificação de um meio internacional reconhecido, são elementos que indicam que a Rússia está a realizar uma operação coordenada de desinformação contra a Polónia", afirma ainda o porta-voz polaco, referindo-se a várias notícias falsas sobre a possível intervenção da Polónia no conflito que decorre na Ucrânia desde 24 de fevereiro, após a invasão russa.

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