Quem nunca ouviu os seus pais, durante a infância, dizer que ler faz bem ao cérebro? A ciência já o comprovou em várias ocasiões. Mas será que esses benefícios se fazem sentir também durante a vida adulta?

A resposta é um sim inequívoco: qualquer tipo de atividade intelectual que coloque o cérebro a trabalhar tem um impacto positivo no ser humano.

Um estudo feito em 2017 por investigadores alemães comprovou isso mesmo. Os investigadores acompanharam uma população da Índia que não sabia ler nem escrever durante o processo de aprendizagem. O objetivo era tentar perceber que alterações se verificam no cérebro durante esse período. Para isso, a equipa recorreu a imagens de ressonância magnética antes e depois do processo, no sentido de mapear a evolução registada.

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créditos: Pixabay

“É curioso ver como em algumas regiões, especialmente no córtex cerebral, aumenta a conectividade com outras áreas do córtex visual, algo que a princípio é, pelo menos, surpreendente”, disse ao site espanhol maldita.es a neurocientista Sandra Jurado. “Graças a este estudo, também foi demonstrado que o cérebro das pessoas da faixa dos 30 ou 40 anos muda quando aprendem a ler, o que lhes permite aprender a progredir mais rapidamente”, acrescentou a investigadora, que, porém, sublinhou também que nas populações ocidentais é mais difícil determinar esses impactos porque “seria necessário medir a situação cerebral antes e depois da leitura e, mesmo assim, seriam mudanças muito pequenas e difíceis de detetar”.

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Mas as evidências falam por si: a leitura pode alterar o funcionamento do cérebro e pode ser considerada como uma atividade de manutenção desse órgão. “É algo que, no fundo, sempre dizemos sobre o cérebro: ou o usamos ou acabamos por perdê-lo”, concluiu a especialista.

E se ainda não ficou convencido aqui ficam alguns estudos que já comprovaram os benefícios que a leitura tem para o cérebro: a Universidade da Califórnia comprovou que ler ajuda a alargar o vocabulário, outro estudo publicado na PNAS descobriu que ler ajuda a prevenir o aparecimento de doenças degenerativas como o Alzheimer e uma investigação da Universidade de Yale concluiu que as pessoas que leem um livro durante 30 minutos por dia, quando comparadas com as que não leem, vivem mais tempo.

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