"Vamos Brasil, não vamos desistir". O apelo ao povo brasileiro é feito num grupo de apoio a Jair Bolsonaro no Facebook. A publicação em causa mostra o ex-presidente numa videoconferência com a alegada ministra de um tribunal internacional.

"Bolsonaro conversa nesta quarta-feira com a ministra Stefani Germanotta sobre providências a serem tomadas após as 72 horas. Tudo indica que ocorrerá uma intervenção federal para reapurar os votos das urnas", lê-se no texto que incorpora a imagem que se tornou viral, dois dias após a vitória de Lula da Silva na segunda volta das eleições gerais brasileiras realizadas a 31 de outubro.

Os resultados eleitorais brasileiros originaram a difusão de diversas informações falsas, principalmente em grupos de WhatsApp e de Telegram a favor de Jair Bolsonaro. A imagem em análise é um desses exemplos.

A suposta ministra que figura na imagem é, na verdade, a cantora norte-americana Lady Gaga. A artista, que adotou o nome artístico pelo qual é conhecida mundialmente, chama-se Stefani Germanotta. No entanto, não tem nenhum cargo num tribunal internacional.

Mais, a imagem da cantora foi extraída de uma entrevista ao programa "The Tonight Show Starring Jimmy Fallon", que pode ver aqui. Em abril de 2020, Gaga falava por videochamada com o apresentador norte-americano sobre a pandemia de Covid-19 e a quarentena obrigatória que vigorava na altura.

A plataforma de verificações da "Globo", que classificou esta informação como falsa, lembra que desde que foi anunciado o resultado das eleições presidenciais, grupos bolsonaristas têm bloqueado estradas por todo o Brasil para contestar a derrota de Bolsonaro nas urnas e pedir intervenção federal.

No dia 3 de outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, afirmou que o resultado das eleições é "incontestável" e que "criminosos que atacam o sistema eleitoral serão responsabilizados".

"As eleições acabaram, o segundo turno acabou democraticamente no último domingo. O TSE proclamou o vencedor, o vencedor será diplomado até dia 19 de dezembro e tomará posse em 1 de janeiro de 2023. Isso é democracia, isso é alternância de poder, isso é estado republicano", afirmou o presidente do TSE.
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