“Depois controlo absoluto, não se viu jogo ofensivo do adversário, não se viu profundidades, não se viu transições, não se viu oportunidades de golo, não se viu remates à baliza, por isso é que eu digo: eu estou contente com a minha equipa (…)”
A frase é de José Mourinho na conferência de imprensa que se seguiu ao FC Porto-Benfica desta noite e expressa uma das suas ideias-chave sobre o jogo que valeu a eliminação do Benfica na Taça de Portugal.
O que diz a estatística do jogo?
Os números veiculados pelos sites especializados na análise das partidas de futebol são convergentes:
| FC Porto | Benfica | |
| 47% | Posse de bola | 53% |
| 11 | Remates | 15 |
| 5 | Remates à baliza | 3 |
| 7 | Cantos | 3 |
E esses remates foram perigosos ou não representaram perigo para a baliza do Benfica?
O resumo oficial do jogo comprova que houve três situações de grande apuro para a baliza de Trubin, embora duas tivessem ocorrido na mesma jogada, e todas na 1.ª parte (sem contar com o golo de Bednarek):
Minuto 18.07: descaído para o lado esquerdo, Gabri Veiga remata para uma defesa apertada de Trubin a duas mãos, após passe de Froholdt a desmarcar o médio espanhol. Lance de muito perigo para a baliza do Benfica.
Minuto 18.09: na mesma jogada, na recarga, Froholdt atira para a baliza mas o guarda-redes do Benfica faz uma grande defesa com o joelho esquerdo. Oportunidade flagrante de golo do FC Porto.
Minuto 38.17: remate de Gabri Veiga à malha lateral já perto da pequena área, na sequência de uma triangulação no lado esquerdo portista entre Kiwior, Samu e o próprio Gabri Veiga. Lance de muito perigo para a baliza do Benfica.
Na 2.ª parte não há relato de lances perigosos criados pelo FC Porto.
Desta forma, é falso que o FC Porto não tenha efetuado remates à baliza e criado oportunidades golo, conforme afirmou José Mourinho. Houve vários remates à baliza e três ocasiões de golo em duas jogadas de muito perigo por parte do ataque dos dragões.
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Avaliação do Polígrafo:
