José Mourinho volta a dirigir uma equipa num jogo da primeiro escalão do futebol português 7.804 dias depois, o último tinha sido a 9 de maio de 2004 (FC Porto-Paços de Ferreira). O AFS-Benfica é o 112.º jogo de Mourinho no campeonato e o 93.º enquanto treinador de um grande (9 no Benfica em 2000/01 e 83 no FC Porto em 2001/02, 2002/03 e 2003/04). Entre águias e dragões, Mourinho orientou o U. Leiria em 19 jogos da liga (2001/02).
No Benfica e FC Porto, para o campeonato, o “special one” ganhou 68 jogos, empatou 16 e perdeu 8 (média de 2,39 pontos por jogo correspondentes a 79,7% do total disputado). Conseguiu ser duas vezes campeão nacional.
É o treinador com maior eficácia no campeonato português ou entra no Top 3?
O Polígrafo Futebol circunscreveu a sua análise ao desempenho dos treinadores no comando de Benfica, FC Porto e Sporting e somente daqueles que tenham completado pelo menos o número de jogos – 34 – da atual I Liga (ou de uma época inteira), isto desde que a vitória vale 3 pontos (desde 1996/97).
Neste ranking, André Villas-Boas destaca-se com uma média de 2,80/jogo, que traduzem os 84 pontos conquistados em 30 jogos na época 2010/11 do FC Porto (27 vitórias e 3 empates). O atual presidente dos dragões tinha orientado antes a Académica e depois de sair para o Chelsea (2011/12) não voltaria a orientar uma equipa portuguesa.
No 2.º lugar da classificação está Vítor Pereira, precisamente o sucessor (e anterior adjunto de Villas-Boas no FC Porto). O atual treinador do Wolves, no principal campeonato português, somente treinou o FC Porto. Em 2011/12 e 2012/13 (sagrando-se bicampeão), ganhou 47 dos 60 jogos, empatou 12 e perdeu apenas 1. A média de pontos por jogo é de 2,55.
A completar o podium está, talvez de forma surpreendente se considerados os acontecimentos desta semana, Bruno Lage. Nas quatro épocas incompletas em que esteve na Luz (apenas 1 vez campeão), somou 82 jogos: 64 vitórias, 10 empates e 8 derrotas. A sua performance é de 2,46 pontos por jogo.
À frente do treinador bicampeão europeu que agora regressa a Portugal, estão ainda Sérgio Conceição, Ruben Amorim, Rui Vitória e Roger Schmidt.
Ranking pontos/jogo de treinadores nos “três grandes”
| Treinador | Jogos | Média pontos/jogo | Épocas/Campeão |
| André Villas-Boas | 30 | 2,80 | 1/1 |
| Vítor Pereira | 60 | 2,55 | 2/2 |
| Bruno Lage | 82 | 2,46 | 4/1 |
| Sérgio Conceição | 238 | 2,45 | 7/3 |
| Ruben Amorim | 158 | 2,44 | 6/2 |
| Rui Vitória | 117 | 2,418 | 4/2 |
| Roger Schmidt | 72 | 2,416 | 3/1 |
| José Mourinho | 92 | 2,39 | 4/2 |
| António Oliveira | 68 | 2,382 | 2/2 |
| Julen Lopetegui | 50 | 2,38 | 2/0 |
| Rui Borges | 24 | 2,375 | 1/1 |
| Jorge Jesus | 335 | 2,36 | 11/3 |
| Jesualdo Ferreira | 166 | 2,21 | 7/3 |
| Fernando Santos | 167 | 2,209 | 6/1 |
| José António Camacho | 77 | 2,14 | 3/0 |
Com efeito, é falso que José Mourinho esteja no top 3 na média de pontos obtidos por jogo enquanto treinador de um ou mais dos chamados `três grandes` em Portugal. O treinador com maior curriculum português, no plano nacional, tem o 8.º melhor registo.
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Avaliação do Polígrafo Futebol: