No último debate quinzenal com o Primeiro-Ministro na Assembleia da República, realizado no dia 8 de janeiro, José Luís Carneiro não poupou nas críticas dirigidas a Luís Montenegro e acusou o Governo de “incompetência” na gestão do setor da Saúde.
“A verdade é esta: as urgências entupidas quando não estão fechadas, cada vez mais pessoas sem médico de família, batem-se recordes de nascimentos em ambulâncias ou na via pública, as grávidas e as suas famílias vivem num clima de incerteza e de insegurança, (…) multiplicam-se as falhas pré-hospitalares”, declarou Carneiro.
Tem razão ao invocar “recordes” de partos em ambulâncias?
Sim. De acordo com recolhas de dados efetuadas por órgãos de comunicação social nos últimos anos, o número de partos realizados em ambulâncias tem vindo a crescer.
Em 2022 foram contabilizados 25 partos nessas condições, seguindo-se 18 em 2023 e 28 em 2024, segundo informou a Euronews, com base em dados indicados pelo INEM.
No entanto, o jornal “Diário de Notícias” recolheu a informação de que foram registados 50 partos em ambulâncias no ano de 2024.
Mais recentemente, a SIC Notícias reportou mais de 60 casos no ano de 2025.
Contactada pelo Polígrafo, fonte oficial do INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica de Portugal explicou que o local do parto não é considerado um dado clínico, ou seja, não está disponível para consulta. Os referidos órgãos de comunicação social obtiveram os dados mediante uma análise caso-a-caso.
De resto, o Polígrafo requereu mais dados ao INEM, anteriores ao ano de 2022, mas não foram facultados em tempo útil.
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Avaliação do Polígrafo:
