"Última hora! Adalberto Costa Júnior vai assumir o poder com 51,2% de votos, avançou o 'The New York Times'. O presidente do EUA, Joe Biden, orientou várias pesquisas de sondagens eleitorais para as eleições gerais de 24 de agosto em Angola, para divulgarem a certeza vitória de Adalberto Costa Júnior, presidente do maior partido da oposição Angolana, a UNITA", lê-se numa das publicações que estão a ser partilhadas por milhares de pessoas, na véspera das eleições gerais em Angola.

"Adalberto Costa Júnior puxa dos galões e já é futuro Presidente dos angolanos. EUA reconhece o Governo inclusivo e participativo da UNITA. Centenas de angolanos já festejam na comunidade internacional, principalmente nos EUA, França, Portugal, Alemanha, Inglaterra, Bélgica e Holanda. (...) O Governo norte-americano fez duas pesquisas através do sistema FITS, formação internacional de sondagens norte-americanas para África, mesmo assim apareceu a imagem de Adalberto Costa Júnior a liderar tudo com 51,2%", acrescenta-se.

Consultando as últimas edições do jornal "The New York Times" e pesquisando no respetivo arquivo, porém, verificamos que não foi publicada qualquer notícia sobre tais sondagens que antecipam a vitória do líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, com 51,2% dos votos, nas eleições gerais de Angola que vão ser realizadas amanhã, dia 24 de agosto.

O mesmo se aplica ao suposto envolvimento do Presidente dos EUA, Joe Biden, ou respetiva Administração, na promoção dessas sondagens sobre as eleições angolanas.

Para dissipar quaisquer dúvidas que possam subsistir, o Polígrafo contactou Michael Slackman, editor da secção de Internacional do jornal "The New York Times" que, através de Nicole Taylor, diretora de Comunicações Externas do jornal, garantiu que a informação difundida nas redes sociais "é falsa".

"O 'The New York Times' não divulgou estes números nem realizou qualquer sondagem sobre política angolana", concluiu.

Esta é a segunda fake news viral sobre as eleições em Angola que o Polígrafo verifica e sinaliza como desinformação nas redes sociais, depois do rumor falso indicando que a principal empresa de telecomunicações angolana iria "cortar a Internet no dia das eleições".

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