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João Cotrim de Figueiredo: “Portugal tem 35,8% da riqueza nacional cobrada em impostos e taxas”

União Europeia
O que está em causa?
Em entrevista ao Telejornal da RTP, o candidato dos liberais às eleições europeias recorreu a dados recentes para mostrar que o liberalismo, se bem aplicado, é um bom modelo económico. Portugal, na sua perspetiva, é um mau exemplo, já que tem "42% da riqueza nacional em despesa pública".

“Nunca houve um sistema que tirasse tanta gente da pobreza, em que houvesse a redução da desigualdade. Vemos muita gente que era pobre e deixou de o ser. Temos muitos regimes liberais, mas Portugal, por exemplo, na componente económica, está longe de ser um regime liberal. Temos 42% da riqueza nacional em despesa pública. Temos 35,8% da riqueza nacional cobrada em impostos e taxas. Essa intervenção excessiva do Estado tem produzido pouca riqueza”, disse este domingo, em entrevista ao Telejornal da RTP, João Cotrim de Figueiredo. Está correto?

Sim. No fundo, Cotrim de Figueiredo recorreu a outros termos para dizer que a carga fiscal representou 35,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. Como mostram os dados do INE, divulgados a 16 de abril, em 2023 a carga fiscal aumentou 8,8% em termos nominais, atingindo 95 mil milhões de euros. “Considerando 2022, último ano com informação disponível para a União Europeia (UE27) e excluindo os impostos recebidos pelas Instituições da União Europeia, Portugal continuou a apresentar uma carga fiscal (35,8%) inferior à média da UE27 (40,0%)”.

Segundo o Instituto, a receita com impostos diretos aumentou 10,7%, refletindo sobretudo a evolução da receita de IRS (+ 9,4%). Já os impostos indiretos cresceram 5,5%, “tendo a receita com o imposto sobre o valor acrescentado subido 5,1%, (após um aumento de 18,4% em 2022), destacando-se ainda o crescimento da receita com o imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos (15,9%), após a descida acentuada registada no ano anterior (-21,3%)”.

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Avaliação do Polígrafo:

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