A 21 de julho entraram em consulta pública as Aprendizagens Essenciais da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento e foram noticiadas reduções ao nível da abordagem de temas como a sexualidade e a saúde sexual.
A propósito do assunto, a dirigente do Bloco de Esquerda Joana Mortágua, escreveu num tweet que “quase três em cada quatro alunos portugueses LGBTIQ [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero, Intersexo, Queer] são vítimas de bullying na escola”. Confirma-se?
Sim. No âmbito do estudo “LGBTIQ Equality at a crossroads – progress and challenges” da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA) – publicado o ano passado – mais de 100 mil pessoas LGBTIQ de 15 ou mais anos de 30 países europeus responderam a questões acerca de assuntos como discriminação, assédio, violência, vida profissional, educação, entre outras.
Em 2023, 74% dos inquiridos portugueses confirmaram ter sido “ridicularizados, gozados, insultados ou ameaçados na escola por serem LGBTIQ”. Portugal é, no estudo, o segundo país onde mais inquiridos relatam ter sofrido bullying devido à sua orientação sexual. Só a Irlanda tem uma proporção maior, com 76%.
Quatro anos antes , em 2019, a proporção de pessoas portuguesas nesta situação era muito inferior, apenas 47%.
Assim sendo, Joana Mortágua tem razão. Quase três em cada quatro (74%) jovens portugueses da comunidade LGBTIQ sofreram bullying na escola em função da sua orientação sexual.
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